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Vorcaro orientou funcionários a não fazer pagamentos via Pix à esposa de Moraes

A orientação do ex-banqueiro foi feita em outubro de 2025, em uma conversa com o então superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master, Alberto Felix

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Alexandre de Moraes, ministro do STF. • Gustavo Moreno / STF.

No rastro das investigações da Operação Compliance Zero, mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro revelam que o dono do Banco Master deu ordens expressas para que repasses milionários ao escritório Barci de Moraes, pertencente à advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não fossem feitos via Pix.

O pedido de Vorcaro foi feito em outubro de 2025, em uma conversa com o então superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto.

'Fez, não pode?'

No dia 1º de outubro de 2025, Felix enviou uma mensagem ao chefe informando sobre o andamento das contas. "Chegou BTG. Pagamos Metrópoles e Barci", escreveu o superintendente do Master.

Em seguida, Vorcaro perguntou: "Mas não fez Barci Pix, né?". Ele insistiu: "Fez?".

Alberto Felix confirmou que sim e questionou se não poderia. Sem dar mais informações, Vorcaro respondeu que "não é bom" realizar pagamentos via Pix para o escritório.

Prioridade

Segundo os relatórios da Polícia Federal, em março de 2024, após receber uma cobrança do ex-ministro do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fábio Faria (PP), alertando que “o careca não pode atrasar”, Vorcaro acionou o ex-sócio Angelo Silva para liquidar uma transferência de R$ 3,42 milhões.

Em seguida, o empresário orientou uma funcionária identificada como Romy, do Banco Master, de que o pagamento ao escritório Barci de Moraes era o “pgt [pagamento] mais importante que temos” e que os valores não poderiam “atrasar um dia”.

Vorcaro foi além e determinou: “Podemos pagar sempre, sem nota... Do jeito que for”.

A funcionária, então, enviou um documento referente ao registro de um pagamento no valor de R$ 3,4 milhões para o escritório da esposa do ministro.

O material faz parte do relatório apresentado pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro André Mendonça.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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