Viana cobra assinaturas para a CPMI do Banco Master
Senador mineiro defendeu a instalação de uma comissão para investigar o caso Master, após uma ligação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro

O senador Carlos Viana (PSD-MG) disse, nesta quarta-feira (13), que o pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master está aberto para assinaturas no Congresso Nacional. Em uma publicação nas redes sociais, o parlamentar mineiro cobrou os demais colegas a assinarem o protocolo para a instalação do colegiado.
“Agora é hora de cada parlamentar mostrar de que lado está. Pressionem deputados e senadores, cobrem posicionamento, transparência e coragem. Vamos ver quem defende investigação de verdade de quem prefere blindagem e silêncio. Quem não deve, não teme CPMI”, declarou o senador.
O posicionamento ocorreu após o portal The Intercept Brasil revelar uma ligação entre o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro. Com áudios e documentos, o site mostra que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ajuda de Vorcaro para financiar o filme biográfico do pai, “Dark Horse”.
Flávio teria cobrado o pagamento de um patrocínio de R$ 134 milhões. Os áudios publicados mostram uma relação fraternal entre o senador e Vorcaro, enquanto documentos mostram que US$ 10,6 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências.
“Apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, é porque está num momento muito decisivo aqui do filme. E como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme”, disse Flávio.
Em nota, o senador disse que se tratava de um “um filho procurando patrocínio” para o filme do pai, e destacou que não se tratava de dinheiro público sendo desviado. Flávio ainda defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo do Master. “O que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, declarou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



