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‘Vamos apoiar os proprietários para que essa invasão seja revertida’, diz Zema sobre MST em Lagoa Santa

Governador criticou ações do MST e afirmou que sua orientação para a PM é para impedir invasões da propriedade privada; movimento critica posição do governador e afirma que não ocupa terras produtivas

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Ocupação do MST em Lagoa Santa, em fevereiro • Divulgação - Movimento MST

Justiça nega reintegração de posse de fazenda ocupada pelo MST em Lagoa Santa

Vídeos mostram fazenda Aroeiras, em Lagoa Santa, antes de ocupação do MST

Ocupação do MST em Lagoa Santa: conselheiro do TCE questiona gastos da PM

Zema criticou a invasão de terras e disse que o governo vai apoiar os produtores para reverter a situação o mais rapidamente possível.

“Minha orientação para a Polícia Militar é para impedir qualquer invasão. Mas, caso ela ocorra, vamos estar seguindo qualquer determinação judicial e vamos estar apoiando os proprietários para que essa invasão seja revertida o quanto antes. Nós estamos aqui para apoiar quem produz e quem trabalha”, afirmou Zema.

Na madrugada de sexta-feira (8), cerca de 500 famílias do Movimento Sem Terra (MST) ocuparam a fazenda que fica em Lagoa Santa. A Justiça negou a liminar solicitando a reintegração de posse da Fazenda Aroeiras, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi expedida neste sábado (9), um dia após um grupo de mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) iniciar uma ocupação no local.

O governador Romeu Zema citou as dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais e afirmou, de forma irônica, que os produtores terão que filmar suas atividades a partir de agora para comprovar suas atividades.

“Ser produtor rural no Brasil não é fácil. Eu queria citar o caso do produtor de leite, cujo valor tem caído nos últimos meses de maneira constante e estamos assistindo uma importação crescente. Além dessa dificuldade, que praticamente inviabiliza o seu negócio, agora estamos tendo uma preocupação extra: invasão de propriedade privada produtiva aqui em Minas. O produtor de leite, além de todo esse problema do preço, agora precisa provar e filmar que ele está produzindo. Caso contrário, a Justiça leva mais em consideração a opinião dos invasores. Realmente não está fácil. Então, quero pedir a todo produtor rural que filme o que você faz, você arando a terra, você tirando o leite na sua propriedade", afirmou Zema.

“Nós estamos com o menor índice de desemprego aqui em Minas Gerais dos últimos 10 ou 15 anos, ou seja, quem quer trabalhar tem lugar para trabalhar. Agora, quem gosta de invadir terra, a história é outra, para ele não tem trabalho bom, a não ser estar onde já tem alguma outra pessoa trabalhando, perturbando quem alimenta o mundo e quem faz um belo trabalho", disse o governador.

Resposta do MST

Em nota divulgada na noite deste domingo (10), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST/MG) acusou Zema de 'atacar as famílias sem terra e mentir para a população'. O movimento lembra que o judiciário indeferiu a reintegração de posse da fazenda, 'que está abandonada há quase uma década. O MST afirma que não ocupa terras produtivas'.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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