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TSE confirma que condenação por violência contra a mulher gera inelegibilidade

Por unanimidade, Corte manteve decisão do TRE-AL e aplicou a Lei das Inelegibilidades; ministros também vão propor ao Congresso mudança na lei para incluir crimes de violência contra a mulher

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Tribunal Superior Eleitoral
Imagem da sede do TSE • Luiz Roberto/TSE.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou, nesta quinta-feira (29), o indeferimento do registro de candidatura de um postulante a deputado federal nas Eleições Gerais de 2026. Ele foi condenado criminalmente por violência doméstica e lesão corporal contra a mulher. A decisão foi unânime.

A Corte seguiu o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), que reconheceu a incidência da inelegibilidade prevista na Lei das Inelegibilidades. O TRE-AL havia barrado o candidato porque o Tribunal de Justiça de Alagoas o condenou a quatro anos e dois meses de reclusão. O crime foi lesão corporal contra mulher por razões da condição do sexo feminino.

O TSE acompanhou integralmente o voto do relator, ministro Dias Toffoli. Ele lembrou que a jurisprudência da Corte analisa as causas de inelegibilidade pelo bem jurídico e não apenas pela classificação formal do crime no Código Penal.

O relator disse ainda que o reconhecimento da inelegibilidade não cria nova hipótese legal. Segundo ele, trata-se de definir o alcance da categoria dos crimes contra a vida.

Por sugestão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, o TSE vai encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para aperfeiçoar, com urgência, a LC nº 64/1990. A ideia é incluir expressamente entre as causas de inelegibilidade as condenações por crimes cometidos com violência contra a mulher.

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Jornalista pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e pós-graduanda em política e relações internacionais na FAAP, atua na cobertura de Congresso Nacional e Judiciário na Itatiaia em Brasília. Ilustradora, também faz reportagens especiais de jornalismo em quadrinhos. Com passagens por CNN Brasil, SBT News, SBT Brasil e Correio Braziliense.

 

 

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