Trump confunde Eduardo com Flávio e diz que 'prenderam Bolsonaro Júnior'
Na cúpula do G7, na França, o presidente dos Estados Unidos ainda afirmou que o Brasil é um país 'politicamente difícil'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confundiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao ser questionado sobre as relações com o Brasil durante a cúpula do G7, na França.
O republicano afirmou, nesta quarta-feira (17), que "ouviu dizer que prenderam o Bolsonaro Júnior", referindo-se ao brasileiro que, segundo ele, estava "indo bem nas pesquisas".
Quem se apresenta como pré-candidato ao Palácio do Planalto, no entanto, é Flávio, e não Eduardo, condenado por unanimidade pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por coagir ministros e articular sanções junto à Casa Branca contra o Judiciário brasileiro.
e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no ou querem prendê-lo."]Tem sido desagradável. Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque fez uma declaração no Texas. Prenderam-no ou querem prendê-lo.
Na mesma ocasião, Trump também fez novas críticas ao Brasil. Ele afirmou que conversou com o presidente Lula (PT) durante o encontro de líderes do G7, mas classificou o país como "politicamente difícil".
A declaração ocorreu após o republicano ser questionado sobre um eventual diálogo com o petista a respeito do novo tarifaço e da designação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
Em resposta, Lula afirmou esperar que Trump não interfira nas eleições de outubro. O presidente defendeu que o republicano tenha suas preferências, inclusive por integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ressaltou que "as eleições do Brasil são um problema do Brasil". "Acho que ele tem o direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas em sua soberania. Só espero isso. Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem problema", disse o petista.
Condenado e inelegível
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado na última terça-feira (16) pela Primeira Turma do STF pelo crime de coação no curso do processo que apurou uma suposta tentativa de golpe de Estado no Brasil.
A pena de quatro anos e dois meses de prisão deverá ser cumprida em regime semiaberto.
Por unanimidade, os ministros concluíram que o ex-deputado atuou junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes da Corte e tentar interferir nos processos relacionados à tentativa de golpe nas eleições de 2022, com o objetivo de beneficiar o pai, Jair Bolsonaro.
A condenação torna o ex-parlamentar inelegível por 12 anos, com base na Lei da Ficha Limpa.
O Supremo também decretou a perda do cargo efetivo que Eduardo mantém na Polícia Federal (PF).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



