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Tarifaço: Dino nega que decisão sirva para acirrar ânimos e rebate mercado

'Quem se vendeu por 30 moedas foi Judas', afirmou o ministro do Supremo Tribunal Federal

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal • Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (22) que sua intenção ao proibir que empresas brasileiras obedeçam decisões de outros países seja acirrar os ânimos com os Estados Unidos, em meio à sobretaxa de 50% às exportações brasileiras.

“Alguns acham que essa decisão e outras vêm no sentido de aumentar conflitos, é ao contrário, é no sentido de harmonizar situações contenciosas e sobretudo evitar conflitos no futuro. Um país que valoriza a sua Constituição não pode aceitar medidas de força que ameacem os seus cidadãos, as suas cidadãs e que ameaçam as suas empresas", declarou o magistrado a jornalistas em um evento na Bahia.

“Houve questionamentos sobre questões financeiras. Isso é uma questão que cabe aos outros poderes do Estado e que cabe às forças da sociedade e do mercado. Mas o Supremo não participa de um programa muito conhecido chamado 'Topa Tudo por Dinheiro'. Porque se fosse esse o critério, você vendia a Constituição, você vendia um pedaço do território nacional. Quem se vendeu por 30 moedas foi Judas”, criticou.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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