Tadeu cobra celeridade do governo federal para avaliar o interesse na Codemig e Codemge
As estatais são fundamentais para Minas alcançar a meta de 20% de abatimento para lidar com o parcelamento do restante da dívida

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado estadual Tadeu Martins Leite (MDB), cobrou que o governo federal tenha a partir de agora agilidade para avaliar e dar retorno sobre o interesse nas estatais Codemig e Codemge. Nesta quarta, a Assembleia aprovou em definitivo autorização para federalizar as duas empresas, consideradas de grande valor para o abatimento da dívida de Minas com a União através do Propag, o Programa de Pleno de Pagamento de Dívidas dos Estados.
O valor dessas estatais vai depender de uma avaliação do governo federal. Elas são fundamentais para Minas alcançar a meta de 20% de abatimento para lidar com o parcelamento do restante da dívida. Com a aprovação sem votos contrários, agora só faltam começar a tramitar os textos de federalização da Cemig e Copasa. Os outros já estão em comissões.
O presidente da Assembleia, Tadeu Martins Leite, pediu agilidade, pois a Assembleia só vai saber se são necessárias outras federalizações de estatais, quando os valores da Codemge e Codemig estiverem claros, visto que se alcançarem uma margem alta de abatimento só com as duas estatais, outras federalizações podem, inclusive, ser reconsideradas.
Afirmando que a federalização e privatização de estatais já estavam no plano do governo Zema há vários anos, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) justificou a aprovação, afirmando que pelo menos conseguiram retirar o trecho que previa a privatização da Codemig e Codemge.
“Também no projeto enviado pelo governo tinha a proposta de privatização. Então isso nós conseguimos retirar e eu acho que isso foi um avanço, porque os mineiros e mineiras querem ver querem ver resolvido a dívida, não querem ver a dilapidação do patrimônio público para grupos e fins privados. Então acho que essa foi a nossa contribuição e esse é o resultado final”, pontuou.
Segundo o líder de governo na Assembleia, o deputado João Magalhães do MDB, a retirada deste trecho com concordância do bloco governista foi um claro sinal de intenções semelhantes.
“Isso foi um sinal para deixar bem claro para os deputados e deputadas que não há intenção do governo em privatizar. A intenção do governo é fazer a federalização, a adesão Propag, é, de uma vez por todas, dar cabo nessa dívida que já perdura por 30 a 40 anos”, conclui.
A Codemig com Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais é dona dos direitos de exploração de nióbio em Araxá.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.



