STF fica a um voto de formar maioria para manter Robinho preso por estupro
Ministra Cármen Lúcia votou neste sábado para negar o habeas corpus do ex-jogador

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (16) para manter a prisão do ex-jogador de futebol Robinho.
O placar está em 5x1 pela manutenção da prisão, faltando apenas um voto para que a Corte forme maioria neste sentido.
Robinho está preso desde março em Tremembé, no interior de São Paulo. O ex-atacante da Seleção Brasileira foi condenado pela Justiça da Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo. O crime ocorreu em 2013, quando ele ainda atuava no Milan.
Única mulher na atual composição do Supremo, Cármen Lúcia diz em seu voto que a impunidade contribui para permanência da violência contra as mulheres.
Apenas o ministro Gilmar Mendes votou por conceder liberdade ao ex-jogador. O magistrado entende que ainda não foram esgotadas todas as possibilidades de recurso que Robinho tem no Brasil.
O STF analisa dois habeas corpus apresentados pela defesa do ex-atleta. O julgamento foi retomado na sexta-feira (15) e vai até às 23h59 do próximo dia 26, no plenário virtual da Corte. Nesta modalidade, os ministros apenas inserem seus votos em um sistema e não há debate entre eles.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



