Simões pedirá a Haddad decreto de mudança do Propag; governo de MG não quer entregar lista sem BNDES avaliar os bens
BNDES não conseguirá avaliar bens dentro do prazo, informou o vice-governador

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou à Itatiaia nesta quarta-feira (4) que vai se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para propor um novo decreto sobre o Propag, o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas, permitindo que Minas Gerais tenha até o dia 30 de outubro para apresentar uma listagem provisória de todos os bens a serem federalizados, uma vez que o governo de MG não quer entregar a lista sem saber antes o valor dos bens.
“Minas entregaria essa lista de bens provisórios para a federalização, a Assembleia teria que ter liberado todos. Aí o BNDES faz a avaliação e, no ano que vem, se tiver sobrando bem, eu tiro”, explicou.
Simões relatou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não conseguirá concluir, até 30 de outubro, as avaliações dos ativos que o governo de Minas pretende federalizar para quitar parte da dívida com a União.
Mais cedo, o vice-governador se encontrou com o diretor de Planejamento e Estruturação do banco, Nelson Barbosa, em Brasília.
O governo federal, quando criou o Progag, que dá um desconto de juros [para abater a dívida do estado com a União], ele pediu que pagássemos à vista 20% da dívida [de MG]. Como que eu vou pagar isso à vista? Dando 'coisas' para a União [...]. Para isso, para saber quanto vale essa entrada, o BNDES vai avaliar essas coisas. Estamos entregando: Codemig, Cemig, Copasa...", explicou ele. "O BNES nos comunicou que vai precisar de quase um ano para fazer a avaliação dessa federalização, mas o prazo que o próprio governo deu, acaba em outubro", falou.
"A alternativa que foi dada [pelo governo] para gente é: 'vocês fazem a adesão, listam todas as empresas que querem federalizar. No ano que vem, a gente diz para vocês quanto valem'. Bom, e se a avaliação for injusta com Minas Gerais? O meu pedido para o banco foi para que ele fosse justo", relatou Simões. "E se faltar bens para que chegar no limite?", questionou.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.




