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Caso Master: Senadores protocolam pedido de impeachment contra Toffoli

Documento acusa ministro do STF de parcialidade, conflito de interesses e atos processuais atípicos em investigação sobre fraudes

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Ministro do STF, Dias Toffoli | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

Três senadores de oposição protocolaram no Senado Federal um pedido formal de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, sob a acusação de crimes de responsabilidade na condução de processos relacionados às fraudes no Banco Master. O documento foi apresentado no dia 14 de janeiro de 2026 ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O pedido é assinado pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF) e Eduardo Girão (Novo-CE). No documento, eles afirmam atuar tanto na condição de cidadãos quanto no exercício do mandato parlamentar. Os oparlamentares apontam suposta parcialidade, conflito de interesses e quebra de decoro por parte do ministro, que atuou como relator do caso no STF. Segundo eles, as decisões adotadas por Toffoli teriam extrapolado os limites da atuação judicial e comprometido a imparcialidade do processo.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em dezembro de 2025 após investigações apontarem fraudes em títulos de crédito comercializados junto ao Banco de Brasília (BRB), com prejuízos estimados em bilhões de reais. O caso ganhou repercussão nacional por envolver o sistema financeiro e riscos à estabilidade regulatória.

Na condição de relator no Supremo, Toffoli decretou sigilo máximo sobre os autos e determinou medidas consideradas incomuns, como a realização de uma acareação urgente entre o proprietário do banco, um ex-presidente do BRB e um diretor do Banco Central durante o recesso judicial. Parte dessas decisões acabou posteriormente revogada.

As medidas trouxeram críticas públicas do Banco Central, da Procuradoria Geral da República, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e de entidades do mercado financeiro, que apontaram risco institucional e alinhamento com a estratégia da defesa dos investigados.

Acusações levantadas pelos senadores

No pedido, os senadores destacam uma viagem de Toffoli ao Peru em jato particular ao lado de um advogado da defesa dos investigados, o que, segundo o documento, configuraria proximidade indevida e potencial violação ao dever de imparcialidade.

Outro ponto envolve possíveis conflitos de interesses familiares. De acordo com os parlamentares, fundos ligados ao caso teriam investido milhões de reais em empresas pertencentes a irmãos e a um primo do ministro, o que indicaria interesse patrimonial indireto e hipótese de impedimento.

Procurados, Dias Toffoli e o Supremo Tribunal Federal não se manifestaram até o momento.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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