Senado aprova regulamentação da reforma tributária; texto volta à Câmara
Projeto detalha a cobrança dos novos impostos criados com a reforma

O Senado aprovou nesta quinta-feira (12) o projeto de lei complementar (PLP nº68/2024), que regulamenta a reforma tributária. A proposta recebeu 49 votos favoráveis e 19 contrários. Como os senadores fizeram mudanças no texto, o projeto terá que ser analisado novamente pela Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.
A proposta detalha a cobrança dos novos impostos criados com a reforma: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS), o chamado “imposto do pecado”, que incidirá sobre os produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.
Entre os principais pontos alterados pelo relator, Eduardo Braga (MDB-AM), em relação ao texto aprovado na Câmara estava a inclusão das armas e munições no rol de produtos sobre os quais haverá a cobrança do IS. No entanto, um destaque – pedido de alteração do texto original – do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, retirou esse trecho durante a tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O emedebista também zerou a alíquota dos medicamentos para as seguintes linhas de cuidado:
- tratamentos oncológicos;
- doenças raras;
- ISTs e Aids;
- doenças negligenciadas;
- vacinas e soros; e
- diabetes mellitus.
Além disso, o senador incluiu as despesas com telecomunicações no cashback, o mecanismo que permitirá a devolução de tributos das pessoas de baixa renda.
Amazonense, o relator restabeleceu ainda que a CBS não será cobrada no comércio dentro da Zona Franca de Manaus e nas Áreas de Livre Comércio, que ficam localizadas em cidades fronteiriças da região amazônica.
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



