‘Se for votar no Congresso, corremos risco de ter anistia’, diz Lula
Presidente afirmou a lideranças do Aglomerado da Serra que forças da extrema-direita são fortes no Poder Legislativo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (4), durante encontro com lideranças e influenciadores do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, que se a proposta de anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro for colocada em votação no Congresso, o país “corre risco de aprovar a medida”.
Lula afirmou que o Congresso não representa as periferias do país e que é preciso que as comunidades mais pobres “defendam as ações do governo federal e a soberania do Brasil”. O presidente estava acompanhado da primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, e outros ministros do governo.
“Temos que saber que, se for votar no Congresso, corremos risco de ter (aprovada) a anistia. Esse Congresso, vocês sabem, não foi eleito pela periferia. O Congresso tem ajudado o governo, aprovado o que o governo queria, mas a extrema direita tem muita força ainda. Então nós precisamos de vocês. A batalha tem que ser feita também pelo povo”, afirmou Lula. “Vocês podem se transformar nas peças mais importantes”, concluiu.
O projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8/1 vem sendo defendido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por aliados. Nos últimos dias, o movimento de apoio ao projeto ganhou força no Congresso Nacional.
Encontro com influenciadores
O presidente conversou com cantores de funk e rap sobre ações culturais antes da cerimônia de lançamento do programa Gás do Povo e ouviu demandas sobre melhorias para a periferia de Belo Horizonte. Uma das cobranças foi por melhorias na infraestrutura da região e por mais moradias populares.
“Nós temos uma oportunidade histórica do país de consolidar o país como um país democrático, soberano, que tem como único mandante o seu povo. Ninguém pode meter o bedelho no nosso país. A democracia não é só o direito de votar, é o direito de governar, de dar palpite, de dar sugestão, de fazer reivindicação. Muitas vezes não é o governo que sabe fazer as coisas, mas vocês”, afirmou Lula.
O presidente e a primeira-dama afirmaram que o país vive um momento difícil e que é preciso voltar a fazer uma comunicação de boca a boca nas periferias.
“Estamos vivendo um momento delicado no nosso país e precisamos politizar as nossas comunidades. Estamos vivendo um período de fake news. Nós temos que trabalhar para fazer as coisas dar certo e ver o que é preciso corrigir. Não tem problema falar mal do governo e falar mal do presidente da República, isso nos ajuda a melhorar”, disse Lula.
“Não adianta a comunicação fazer só postagens em redes sociais, precisamos do boca a boca nas periferias”, disse Janja.
“Vocês na periferia têm um poder muito grande. Não quero que vocês sejam chapa-branca e fiquem puxando o saco do governo, mas quero que vocês sejam verdadeiros. E para isso, precisam representar a comunidade de vocês. Nós estamos vendo agora os falso patriotas pedindo a intervenção do Trump no Brasil. Eles estão embrulhados na bandeira americana pedindo intervenção”, continuou Lula.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.




