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Chefe de gabinete de Milei diz que Brasil 'exagera' em reação a falas do presidente

Chefe de gabinete de Javier Milei defende presidente argentino e minimiza reação brasileira após ataques a Lula e ministro do STF

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Javier Milei e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na convenção do PL
Javier Milei e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na convenção do PL • Nelson Almeida | AFP

O chefe de gabinete de Javier Milei, Diego Santilli, minimizou nesse domingo (26) a crise diplomática entre Brasil e Argentina. A tensão escalou após as recentes falas do presidente argentino contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferidas durante convenção nacional do PL (Partido Liberal).

A declaração de Santilli foi feita em entrevista ao canal La Nación +, onde ele também alegou que marqueteiros ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) teriam auxiliado na campanha do então candidato peronista Sérgio Massa contra Javier Milei.

"Vieram aqui, fizeram campanha, fizeram de tudo, o gabinete de Lula disse barbaridades sobre o presidente e sobre a Justiça argentina e foram onde quiseram. Então que não venham exagerar", afirmou Santilli na entrevista.

Além do chefe de gabinete, Javier Milei voltou a atacar o presidente brasileiro. Em entrevista à Rádio Mitre, o presidente argentino alegou que o governo do Brasil financiou uma "campanha anti-argentina" e chamou Luiz Inácio Lula da Silva de "ex-presidiário".

As declarações de Milei aconteceram após a convocação de Bitelli para consultas pelo Itamaraty, medida adotada em reação ao discurso em que o presidente argentino chamou Lula de "presidiário" e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de "lixo careca". O Brasil convocou o embaixador argentino para prestar esclarecimentos.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro afirmou não haver precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, profira "agressões e ofensas ao chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro".

"É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial", concluiu a pasta.

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