'Eu sou a favor das privatizações das empresas que são ineficientes', diz Cury sobre Correios
Candidato defende venda de empresas públicas consideradas ineficientes e propõe que funcionários tenham participação acionária nos Correios

Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência da República, diz que pretende privatizar os Correios, caso a estatal não seja recuperada e volte a apresentar lucratividade. A declaração foi dada durante sabatina do SBT, nesta sexta-feira (11).
Sobre sua posição em relação às privatizações, Cury se apresenta favorável à venda de empresas públicas que considera ineficientes, caso não seja possível recuperá-las. “Eu sou a favor das privatizações das empresas que são ineficientes” disse.
Ao ser perguntado diretamente se privatizaria os Correios, o candidato condicionou a medida ao desempenho da estatal. “Os Correios precisam ser... Se eles não forem repaginados, não tiverem lucratividade, eles serão privatizados”, afirmou.
Participação dos funcionários
Cury também apresentou uma proposta para que parte da companhia permaneça nas mãos dos próprios trabalhadores em um eventual processo de privatização.
Segundo o presidenciável, cerca de um terço da empresa poderia ser destinado aos funcionários, que teriam a possibilidade de adquirir ações por valores mais baixos.
“Uma parte deles, talvez um terço, deveria estar nas mãos dos próprios funcionários. A preço baixo, comprariam uma parcela das ações para que eles também se beneficiem se os Correios alavancarem”, disse.
O candidato explicou que a medida permitiria aos trabalhadores participar de uma eventual valorização da companhia caso a empresa se transformasse em uma operação mais competitiva de distribuição de produtos.
Durante a sabatina, Cury associou a defesa de privatizações à proposta de reduzir o tamanho da máquina pública e aumentar a eficiência do Estado. O candidato, porém, afirmou que não pretende demitir servidores concursados.
Ele também disse que pretende revisar cargos comissionados e estimou que até 30% dos postos de confiança possam ser cortados, embora tenha ressaltado que a definição dependerá de uma avaliação da estrutura federal.
Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público



