Belo Horizonte
Itatiaia

Rogério Marinho diz que tarifas dos EUA prejudicam o Brasil e cobra negociação de Lula

Líder da oposição no Senado afirma que sobretaxa reduz competitividade da indústria brasileira

Por
Senador Rogério Marinho • Pedro França/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta quarta-feira (3) que as tarifas propostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros representam um prejuízo para a economia nacional e exigem uma resposta diplomática do governo federal. Em entrevista à CNN Brasil, o parlamentar avaliou que a sobretaxação reduz a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional e pode resultar na perda de espaço para concorrentes estrangeiros: "Evidente que prejudica o Brasil. Colocar preços diferentes diminui a competitividade da indústria nacional e nos retira mercado", afirmou.

A declaração foi dada depois que o governo norte-americano divulgar conclusões preliminares de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Entre os argumentos apresentados pelos EUA está a avaliação de que o Brasil não teria adotado medidas suficientes para impedir a entrada de produtos relacionados ao trabalho forçado.

Cobrança ao governo

Durante a entrevista, Marinho afirmou que cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduzir as negociações com a Casa Branca para evitar o agravamento das medidas comerciais. O senador citou declarações anteriores de Lula sobre sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o governo brasileiro já teve tempo suficiente para dialogar com as autoridades americanas desde a abertura da investigação: "Como Lula disse ter uma química com Trump, ele deverá colocar em prática essa bravata e conduzir a negociação da melhor maneira possível", declarou.

O parlamentar também fez críticas à condução da política externa brasileira e defendeu uma atuação diplomática mais pragmática nas relações internacionais. Segundo Marinho, o país precisa de uma interlocução baseada em interesses econômicos e estratégicos, independentemente de alinhamentos ideológicos: "Quem governa o Brasil precisa levar em consideração os interesses do Brasil, não do grupo político que ele representa", afirmou.

Por

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.