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Rio pode ficar sem governador com saída de Castro; entenda

Com a saída do governador, o estado fica sem um nome certo na chefia do Executivo

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Cláudio Castro (PL), ex-governador do RJ
Cláudio Castro (PL), ex-governador do RJ • Alan Santos/PR

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), renunciarão nos próximos dias para se lançarem a diferentes cargos nas eleições deste ano. Enquanto Paes busca a chefia do Palácio Guanabara, Castro tenta se viabilizar como candidato ao Senado Federal. Paes anunciou, nesta sexta-feira (20), que deixou o cargo e que seu vice, Eduardo Cavaliere (PSD), assumirá o posto.

Com a iminente saída do governador, o estado fica sem um nome certo na chefia do Executivo – o vice de Castro, Thiago Pampolha (MDB), renunciou em maio de 2025 para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, enquanto o próximo na linha de sucessão, o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), está preso em decorrência de uma investigação que liga o parlamentar ao Comando Vermelho.

No cenário, há possibilidade de que uma eleição indireta seja realizada para definir quem ocupará o posto de governador do Rio de Janeiro na ausência de Castro, Pampolha e Bacellar.

Caso Castro realmente deixe o cargo, o presidente do Tribunal de Justiça assume interinamente e tem até 48h para convocar uma eleição indireta, que deve ocorrer em até 30 dias.

A renúncia de Cláudio Castro ocorre em meio a um processo que pode resultar na cassação de seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral, que já conta, até esta sexta-feira, com placar de 2 contra 0 para a retirada do cargo e inelegibilidade do governador.

Tida como estratégica, a renúncia seria uma forma de se manter nas urnas aquém do julgamento, tentando garantir a realização da eleição indireta para o mandato-tampão até o fim deste ano.

Castro tenta alongar a discussão sobre a segunda punição, a fim de tentar tornar viável sua candidatura ao Senado, enquanto Paes se consolida como nome forte da oposição ao atual gestor para o governo do estado.

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