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Reuniões entre Gerdau e Governo Federal buscam alternativas para manter produção em MG

A empresa tem justificado da saída, alegando perda de competitividade da operação, apontando também alto custo do minério de ferro e as condições do mercado internacional

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Reprodução / Redes Sociais.

Novas reuniões devem ocorrer entre esta sexta-feira (6) e a próxima semana para discutir a paralisação da produção de aço da Gerdau em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Segundo sindicatos, 280 trabalhadores foram demitidos. Outros mil empregos, entre terceirizados e funcionários de empresas ligadas à fábrica, também podem ser afetados.

Representantes da empresa, políticos de Divinópolis e integrantes do Governo Federal já participaram de reuniões para buscar alternativas à paralisação. Novos encontros devem dar continuidade às negociações nos próximos dias. A Gerdau justifica a decisão pela perda de competitividade da operação, além dos custos elevados do minério de ferro e das condições do mercado internacional.

A prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida (Avante), se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para discutir a situação da Gerdau e os impactos na produção da siderúrgica no município. "São vários terceirizados que dependem da empresa. Para além disso, o impacto grande no comércio em torno já se faz presente ali há 73 anos, há quase 40 anos sendo assumida pela Gerdau. Essa situação acarreta uma preocupação ainda maior, porque já vem de uma empresa fechada, que foi Barões de Cocais, e com possibilidade de outros fechamentos, como já foi colocado. O que vem impactar nisso a nível nacional é a questão da entrada, do preço aço da China. Essa condição está fazendo com que não tenha como as empresas se manterem aqui no nosso país. Não é uma  questão só da Gerdau, é uma questão a nível nacional", explica.

Janete afirma que também tem tratado sobre a situação com o governador eleito de Minas, Cleitinho Azevedo (Republicanos). Segundo ela, novos encontros estão previstos para a próxima semana. "Estive com o governador eleito, Cleitinho, que, além de tudo, é um apaixonado por Divinópolis, é divinopolitano, então está muito preocupado com a situação. Afinal, são pessoas, inclusive, conhecidas nossas que perderam o emprego. A situação não se trata só de emprego, só de renda, se trata de pessoas, de cultura, de famílias que perderam seu ganha-pão, direta e indiretamente", disse.

• Reprodução / Redes Sociais.
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A deputada estadual e deputada federal eleita Lohanna França (PV) também participou da reunião com o vice-presidente. Segundo ela, estão sendo estudadas medidas para minimizar os impactos relatados pela Gerdau. “Ele, na hora, ligou para o Uallace [Moreira Lima], que é o secretário nacional da Indústria, explicou de forma resumida a situação, pediu para ele analisar até hoje de manhã e passar para o pessoal da Gerdau o que era possível fazer, se havia algum código de algum produto de aço em que a gente poderia aumentar o imposto de importação, algum específico que está entrando mais da China”, contou.

O senador eleito por Minas Gerais, Domingos Sávio (PL), afirma que é possível reverter a situação da siderúrgica. Para isso, no entanto, ele defende a redução da carga tributária, com medidas de impacto nacional. “Se o governo federal resolver tomar a decisão de proteger a indústria nacional, essa indústria sobrevive. O ideal é conseguir reduzir a carga tributária. Para fazer isso, o governo federal tem que ter a responsabilidade de diminuir gastos públicos. É claro que eu não tô falando em acabar com programas sociais. Estou falando em acabar com a corrupção, acabar com gastos supérfluos, com o excesso de ministérios, que o governo atual se recusa a enxergar o problema", disse.

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT), que também participa das reuniões, afirma que a situação da Gerdau não é definitiva e que existe a possibilidade de retomada das atividades. “Hoje é importante dizer que, sim, a Gerdau encerrou a sua atividade em algumas partes, mas não é definitivo. Pode não ser definitivo. A Gerdau está em processo de hibernação e há possibilidade, sim, de volta”, afirmou. Segundo Ana Elisa, o governo federal está disposto a buscar uma solução para o caso. “O governo federal está disposto a fazer de tudo para que a Gerdau retorne. Mas nós precisamos de diálogo", concluiu.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

 

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