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Relator vota contra investigação de Gonet e barra afastamento de PGR no caso Master

Francisco Sanseverino considerou que fatos que vieram à tona até agora não justificam abertura de investigação

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Paulo Gonet, procurador-geral da República.
Paulo Gonet, procurador-geral da República. • Fellipe Sampaio/STF.

O subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino, relator do pedido de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, votou contra a abertura de um processo para apurar supostas irregularidades em um encontro de Gonet com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Sanseverino apresentou seu voto na manhã desta sexta-feira (25), durante sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

“Não se pode examinar frases ou troca de mensagens de forma isolada e/ou descontextualizada para não criar uma situação artificial e que não corresponda à realidade dos fatos”, afirmou Sanseverino.

O procedimento pedindo abertura de investigação contra Gonet chegou ao Conselho Superior do MPF em setembro e foi relatado por Sanseverino. O procurador-geral não participa da sessão realizada na sede do órgão, em Brasília, mas já negou irregularidades.

Após o voto do relator, os demais conselheiros votarão em ordem do mais recente ao mais antigo.

Avaliação no Conselho Superior

O Conselho Superior do MPF (Ministério Público Federal) avalia nesta sexta-feira (25) sessão extraordinária para decidir se há elementos suficientes para abrir uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nas apurações relacionadas ao Banco Master.

O colegiado vai avaliar se deve designar um subprocurador-geral da República para investigar possível prática de crime atribuída a Gonet. O procedimento foi aberto após a divulgação de mensagens extraídas pela PF (Polícia Federal) do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, nas quais o nome de Gonet é mencionado.
O Conselho deverá avaliar se o material apresenta elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação quanto à possível prática de crime por parte do PGR.

O relatório da PF aponta que o advogado Ciro Soares, que já defendeu o Banco Master, teria intermediado contatos entre Gonet e Vorcaro. Em uma conversa de abril de 2024, Soares disse ao então banqueiro que “Gonet é firme” e que “amizade é tudo”.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

 

 

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