Relator da CPMI do INSS acusa presidente da Conafer de articular fraude
Deputado Alfredo Gaspar aponta Carlos Roberto Ferreira Lopes como responsável por esquema que teria desviado recursos de aposentados, envolvendo empresas, offshore nos EUA e emendas parlamentares

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Principais pontos levantados na sessão:
- A Polícia Federal investiga denúncias de que entidades cadastravam beneficiários do INSS sem autorização, gerando descontos indevidos em mensalidades.
- A CPMI questionou a relação de Lopes com Cícero Marcelino, apontado como operador do esquema e considerado braço direito do presidente da Conafer.
- Marcelino seria dono de uma empresa que recebeu R$ 100 milhões da Conafer.
- Ele e Lopes mantêm sociedade em uma offshore nos EUA, alegadamente para criação de uma fintech.
- O nome de Marcelino também aparece como procurador de empresa ligada à esposa de Lopes.
- Esposas de ambos teriam disputado licitação envolvendo emendas parlamentares do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), no valor de R$ 2 milhões.
- Um levantamento do INSS revelou que a Conafer registrou 95.818 novos associados em apenas quatro meses (abril a agosto de 2020), período em que vigoravam medidas mais rígidas de restrição pela pandemia.
Movimentos paralelos:
- O Ministério Público Federal pediu o arquivamento do processo contra o empresário Rubens Oliveira Costa, preso em flagrante por falso testemunho durante a CPMI no último dia 22.
- O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que solicitará à Advocacia do Senado recurso contra o encerramento do inquérito.
PorAline Pessanha
Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.
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