Reajuste dos servidores: Simões cita confiança nas forças de segurança e descarta tumultos em protestos
Vice-governador Mateus Simões afirmou que aumento de 3,62% foi o possível diante das restrições orçamentárias do governo Zema

O vice-governador Mateus Simões (Novo) afirmou que vê os protestos dos sindicatos das forças de segurança contrários ao reajuste de 3,62% para os servidores como legítimos e disse confiar na responsabilidade dos policiais na preservação da ordem mesmo diante da insatisfação com o percentual de aumento oferecido pelo governo Zema.
Na noite de quinta-feira (23), durante cerimônia do Dia da Indústria, representantes das forças de segurança chegaram a organizar uma manifestação para protestar contra o governador Romeu Zema e cobrar um reajuste maior para a categoria. No entanto, a manifestação não aconteceu.
Perguntado sobre a insatisfação dos servidores da segurança, Simões afirmou que as manifestações são legítimas, mas que o aumento oferecido foi o possível pelas restrições orçamentárias do governo estadual.
No início desta semana os policiais penais de Minas Gerais decidiram que vão adotar o regime de estrita legalidade para pressionar o governo de Romeu Zema (Novo) a conceder recomposição salarial de índice maior que os 3,62% atualmente propostos.
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“As manifestações são legítimas e fazem parte do processo democrático. Infelizmente, temos restrições orçamentárias que fazem com que esse embate fica mais acesso, mas levamos isso com muita tranquilidade. Eu e o governador temos absoluta confiança nas nossas polícias. Então, as manifestações são sempre vistas com a tranquilidade de que sabemos que estamos lidando com gente responsável, com os preservadores da ordem e não com causadores de tumulto”, afirmou Simões.
O projeto que prevê o reajuste de 3,62% para todos os servidores do Executivo, incluindo os da segurança e da educação, foi aprovado nas comissões da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e deve ser votado em plenário na próxima semana.
Os servidores contrários ao texto apontam que o reajuste é menor do que a inflação do ano passado, o que descumpre uma promessa de campanha de Zema.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.




