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Quem são os 'Kids Pretos', grupo julgado por golpe nesta terça pelo STF

O núcleo 3 é composto por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal (PF)

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Julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)
Julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) • Gustavo Moreno/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (14) o julgamento dos dez réus do núcleo 3 da denúncia sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O núcleo 3 é composto por nove militares de alta patente e um agente da Polícia Federal (PF). Eles são acusados de atacar o sistema eleitoral e articular ações para executar o golpe de estado.

Alguns dos militares são apontados com Kids Pretos, alcunha dada para quem é das Forças Especiais do Exército.

O julgamento será presencial, com cinco sessões reservadas para a análise do caso. Esse será o primeiro julgamento da trama golpista que não vai contar com a participação do ministro Luiz Fux, que pediu transferência para a segunda turma do STF em outubro.

Com isso, os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin vão julgar o caso.

Segundo as investigações da Polícia Federal, os alvos seriam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes

Quem são os réus?

Os réus são:

  • Bernardo Correa Netto, coronel do Exército;
  • Estevam Theophilo, general da reserva e ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército e integrante do grupo “kids pretos”;
  • Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel do Exército;
  • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel e integrante do grupo “kids pretos”;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército e integrante do grupo “kids pretos”;
  • Ronald Ferreira de Araújo Junior, tenente-coronel do Exército;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel;
  • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal.

A PGR pediu a condenação de nove dos dez réus pelos seguintes crimes:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado pela violência e ameaça grave;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

O tenente-coronel do Exército Ronald Ferreira foi o único réu em que PGR reconsiderou suas ações e por isso, decidiu denunciá-lo apenas por incitação ao crime. De acordo com a PF, ele teria ajudado na elaboração da minuta do golpe.

No entanto, a PGR entende que não haviam elementos suficientes que pudesse ligar Ferreria aos demais envolvidos da trama do golpe.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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