PSDB mineiro sai em defesa de Raquel Lyra após ofensa de deputado
Parlamentar usou palavrão para comentar discurso de governadora de Pernambuco; secional feminina dos tucanos de Minas reagiu

A ala feminina do PSDB mineiro saiu em defesa, nesta sexta-feira (2), da também tucana Raquel Lyra, governadora de Pernambuco. A política foi criticada com um palavrão pelo presidente da Assembleia Legislativa pernambucana, Álvaro Porto — que também é filiado ao PSDB. O caso aconteceu nessa quinta-feira (1°), quando Porto disse que Lyra “conversou merda demais” durante um discurso na sede do Parlamento Estadual.
A fala de Porto foi captada pela transmissão oficial da Assembleia de Pernambuco porque ele fez o comentário com o microfone ligado.
"O discurso de Dani (Portela, deputada estadual do Psol-PE) e da governadora deu uma hora (de duração)", diz um interlocutor de porto, que responde: "E o dela (Lyra) eu não entendi nada, conversou merda demais e não disse nada”.
Segundo Débora Lovisi, presidente do PSDB-MG mulher, os comentários de Álvaro Porto evidenciam “o machismo e a realidade política sexista”
“No final de 2023, mulheres representantes de todos os partidos se reuniram em um curso sobre violência política contra mulher. Agora, tão pouco tempo depois, não somente elas, como toda a população de Pernambuco e o restante do Brasil presenciaram a desonrosa, incabível e lamentável situação pela qual a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, foi obrigada a passar na abertura do Ano Legislativo 2024 na Alepe”, protestou Débora Lovisi.
Governadora fala em ‘violência política’
Em entrevista à Rádio Transamérica, nessa quinta-feira, Raquel Lyra afirmou que o ato de Álvaro Porto configura “violência política”.
“É algo lamentável de ser dito pelo presidente de um poder. Fui deputada estadual por duas vezes e sei que, mesmo sendo de situação ou oposição, o que deve sempre prevalecer é o respeito uns aos outros. O que aconteceu ali foi um ato lamentável de violência política, que, quando me perguntam se sofro, digo que sofro todos os dias. Mas talvez elas não sejam faladas ao microfone - são em gestos, ações e atitudes. Às vezes, ao microfone também”, falou.
Já Álvaro Porto admitiu ter utilizado termo “não condizente com o contexto e local”.
“(Porto) mesmo admitindo que não deveria ter usado a palavra que usou, reafirma que considera o teor do discurso desconectado com a realidade vivida em Pernambuco. E acrescenta que sua reação é fruto de indignação em relação à falta de resultados do governo em questões sérias como saúde e segurança, por exemplo”, lê-se em trecho de comunicado emitido pela equipe do parlamentar.
Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



