Proposta que recria o DPVAT será analisada no Senado; saiba o que muda
Novo seguro obrigatório pago pelos motoristas muda de nome e também será incentivo para investimentos no transporte público; texto ainda precisa ser aprovado pelos senadores

O Senado Federal discute nesta quarta-feira (24) a proposta aprovada pelo Câmara dos Deputados no início do mês e que recria o DPVAT, seguro obrigatório pago por motoristas e que cobre indenizações causadas por acidentes de trânsito.
A intenção do Governo Lula era já levar o projeto para votação no Plenário nesta quarta, mas a ideia foi derrotada após uma desacordo com a oposição, que não ficou satisfeita com o ‘jabuti’ contido no texto do projeto e que, na prática, permitiria ao governo antecipar gastos estimados em R$ 15 bilhões, contrariando as regras do arcabouço fiscal aprovado no ano passado.
Esse trecho mencionado se tratava de um artigo que possibilitaria gastos adicionais para o governo, alterando o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso no ano anterior. A emenda permitiria a antecipação da liberação de crédito suplementar caso houvesse crescimento adicional na receita deste ano em comparação com o mesmo período de 2023.
O novo seguro obrigatório muda de nova, sendo chamado de Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidente de Trânsito (SPVAT). Caso seja aprovado no Senado e sancionado pelo presidente Lula, o seguro abrangerá indenizações por morte, invalidez permanente total ou parcial, e reembolso de despesas com assistência médica, serviços funerários e reabilitação profissional das vítimas que desenvolveram invalidez parcial.
A cobrança do DPVAT havia sido extinta durante o mandato do presidente Jair Bolsonaro, e a última vez que os proprietários de veículos precisaram pagar o seguro foi em 2020. Desde 2021, a gestão do saldo foi transferida da seguradora Líder para a Caixa Econômica Federal.
Como nenhuma outra fonte de abastecimento desse seguro foi proposta, o governo alertou sobre os recursos do fundo acabou neste ano, e em resposta, enviou um projeto de lei complementar ao Congresso para a reintrodução do seguro.
O texto também estabelece que entre 35% e 40% do valor arrecadado pelo fundo seja repassado aos municípios e estados onde houver serviço municipal ou metropolitano de transporte público coletivo. Os valores das indenizações serão determinados pelo Conselho Nacional de Seguros Privados, mantendo a Caixa como gestora do fundo. O valor que deverá ser pago anualmente pelos motoristas ainda não foi determinado.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



