Projeto que regulamenta serviço de moto por aplicativo avança na Câmara de BH
O texto, de autoria do vereador Pablo Almeida (PL), teve parecer aprovado na reunião da Comissão de Legislação de Justiça (CLJ) nesta terça-feira (16)

Avançou em segundo turno na Câmara Municipal o projeto de lei que regulamenta o serviço de transporte de passageiros por motocicletas por aplicativo em Belo Horizonte. O texto, de autoria do vereador Pablo Almeida (PL), teve parecer aprovado na reunião da Comissão de Legislação de Justiça (CLJ) nesta terça-feira (16).
O relatório analisado pela comissão, que teve relatoria do vereador Vile Santos (PL), foi considerado constitucional. Porém, o parlamentar apontou ilegalidades em algumas emendas apresentadas por diversos vereadores, como uma proposta que tentou obrigar as plataformas a fornecer dispositivos de segurança como aparador de linha de cerol, protetores de perna, colete reflexivo e faixas reflexivas. Ele argumentou em seu parecer que as emendas representam violação ao princípio de livre iniciativa, e causam ônus excessivo ao exercício da atividade econômica.
Com o novo avanço, a ideia está mais próxima de ser votada em definitivo no plenário da Câmara Municipal. Originalmente, a proposta criada por Pablo Almeida define regras para as operadoras dos aplicativos e prevê seguro de acidentes pessoais e uso de equipamentos de proteção individual para os motoristas.
Na justificativa da proposição, Almeida diz que é preciso reconhecer a realidade de usuários e motoristas do transporte de moto por aplicativo.
“As motos e veículos acessados por aplicativos são uma realidade, e, mais do que isso, soluções viáveis e sustentáveis de mobilidade urbana que auxiliam o e desafogam o transporte público, assim como garantem e promovem dignidade a usuários e motoristas, sejam de moto, sejam de veículos. Logo, reconhecer essa realidade e dar a ela o devido ambiente regulatório promove a segurança jurídica e do usuário, possibilitando o exercício do Poder de Polícia, fiscalização, assim como promovendo a inclusão dessa atividade essencial dentro de um ambiente seguro e regulado", afirmou no projeto.
Proposta nasceu após polêmica com Ministério do Trabalho
A proposta nasceu após o Ministério do Trabalho, em dezembro do ano passado, solicitar a suspensão imediata do transporte de moto por aplicativo na capital.
O pedido, movido pela Superintendência do Ministério do Trabalho de BH, gerou manifestações de trabalhadores que protestaram na entrada do prédio da pasta na avenida Afonso Pena, no centro da cidade.
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.



