Projeto que cria Medalha Sebastião Salgado por defesa ambiental avança na ALMG
O nome da honraria levaria o nome do mineiro Sebastião Salgado, ícone da fotografia que morreu em maio deste ano

O Projeto de Resolução (PRE) que cria a Medalha Sebastião Salgado avançou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O texto, de autoria do deputado estadual Ricardo Campos (PT), recebeu parecer positivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta terça-feira (8).
A proposta, de número 73/2025, prevê que a honraria homenageie personalidades e instituições que se destacam na luta ambiental em Minas Gerais e no Brasil.
De acordo com o autor da PRE, a medalha seria concedida anualmente, no dia 5 de junho, data que marca o Dia Mundial do Meio Ambiente.
A premiação seria dividida em oito categorias:
- Preservação da Biodiversidade e dos Ecossistemas;
- Proteção dos Recursos Naturais;
- Combate à Poluição;
- Enfrentamento das Mudanças Climáticas;
- Educação e Consciência Ambiental;
- Direitos Ambientais e Justiça Socioambiental;
- Sustentabilidade e Economia Verde;
- Mobilização e Defesa dos Defensores Ambientais.
Os escolhidos seriam definidos por uma comissão especial instituída pela Mesa da Assembleia, composta por deputados, representantes da sociedade civil e especialistas ambientais. O relator da PRE, no entanto, o deputado Doutor Jean Freire (PT), sugeriu a retirada do artigo por entender que a matéria entra no campo do artigo 66 da Constituição Estadual.
Medalha levaria nome de ícone da fotografia
A medalha leva o nome de Sebastião Salgado em homenagem ao fotógrafo mineiro, natural de Aimorés, que morreu no dia 23 de maio deste ano.
Em 1998, ele e a esposa, Lélia Wanick, começaram a reflorestar a Fazenda Bulcão, em Aimorés. A ação do casal foi responsável por recuperar a biodiversidade local, aliando desenvolvimento rural sustentável às margens da Bacia do Rio Doce.
Essa iniciativa resultou no plantio de aproximadamente 2,7 milhões de árvores, restaurando cerca de 600 hectares de floresta. A área da propriedade e seu entorno, antes desértica, passou a abrigar diversas espécies de fauna e flora nativas, muitas delas ameaçadas de extinção.
A partir disso, os dois criaram o Instituto Terra, uma organização sem fins lucrativos.
Em 2025, o fotógrafo morreu, aos 81 anos, em Paris, na França, em decorrência de uma leucemia grave. A doença surgiu como evolução de uma malária contraída em 2010, durante uma viagem de Salgado à Indonésia.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



