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Polícia Federal quer confirmar informações de Mauro Cid em depoimento

Diligências no exterior vão fornecer informações. Governo brasileiro fez lista de pedidos aos EUA, segundo informações da CNN

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Mauro Cid
Mauro Cid • Lula Marques | Agência Brasil

A Polícia Federal (PF)aguarda o envio de imagens e documentos solicitados para confirmar informações prestadas pelo tenente-coronel Mauro Cid. Na última quinta-feira (31) o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro ficou por mais de 9 horas sendo ouvido na chamada super quinta em que prestaram depoimentos à PF, 8 citados nas investigações que envolvem o suposto esquema de venda, recompra e desvio de joias recebidas pelo governo brasileiro durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo apuração da CNN Brasil, a cooperação dos Estados Unidos no caso das joias é considerada por agentes da PF como essencial para saber se as informações fornecidas por Mauro Cid são verdadeiras. Entre os documentos solicitados pelo governo brasileiro estão comprovantes de compra e venda das joias, quebras de sigilo bancários e pedidos de filmagem.

Após o depoimento de Mauro Cid, na super quinta, novas informações teria sido solicitadas. A expectativa é de que o material solicitado comece a chegar nos próximos dias. A solicitação é feita pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça. Uma equipe da Polícia Federal também é enviada para efetuar diligências no país.

A investigação avalia se a conta bancária de Mauro Cid teria sido utilizada para receber valores da movimentação originada com a venda dos itens de luxo recebidos do governo saudita. A PF já havia pedido a quebra de sigilo das contas bancárias no exterior tanto de Mauro Cid, quanto do pai - o general Lourena Cid - e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediram, na quinta-feira (31), ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso à íntegra dos depoimentos prestados à Polícia Federal no inquérito das joias, entre eles o de Mauro Cid. “Diante do significativo progresso nas investigações, notadamente com a obtenção de depoimentos cruciais ocorridos ontem, requer-se a autorização para a atualização dos autos, permitindo o acesso integral aos termos de declarações relativos às oitivas realizadas em 31 de agosto de 2023”, justificou a defesa.