Sem candidato próprio, PT enfrenta dificuldade histórica na disputa pelo governo de Minas
Partido dos Trabalhadores conseguiu vencer disputa pelo governo de Minas apenas uma vez e ficou de fora do segundo turno na maioria das eleições

A pouco mais de seis meses para a eleição, o PT em Minas Gerais ainda aguarda uma definição de aliados para definir sua estratégia para a disputa pelo Palácio Tiradentes.
Lideranças do partido acreditam que o PT não terá candidato próprio ao governo e mantém expectativas na decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que negocia uma mudança partidária para se lançar como nome do presidente Luiz Inácio Lula no estado.
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A se concretizar esta hipótese, com apoio a um candidato de outro partido, será mais um capítulo do histórico eleitoral fraco de petistas em Minas Gerais desde que a legenda foi fundada, em 1980.
Contraste com disputas nacionais
Ao contrário das disputas nacionais, em que o PT sempre esteve nas primeira colocações, vencendo as eleições ou disputando o segundo turno, em Minas o cenário é bem diferente. Em quase 50 anos de existência, o PT teve apenas um governador em Minas, mas ocupou a Presidência da República cinco vezes.
O PT ganhou as eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2022 com Lula e 2010 e 2014 com Dilma Rousseff. E foi para o segundo turno em todas as outras disputas (1989, 1994 e 1998 com Lula e 2018 com Fernando Haddad). Em todas as vitórias petistas, o candidato petista à presidência também foi o mais votado em Minas.
Em Minas Gerais, na eleição de 1982 para governador, o PT ficou em terceiro lugar com Sandra Starling. Em 1986, quarto lugar com Fernando Cabral. Em 1990, outro quarto lugar, mas com Virgílio Guimarães. Quatro anos depois, mais um quarto lugar, daquela vez com Antônio Carlos Pereira. Em 1998, Patrus Ananias terminou na terceira posição. Em 2002 e 2006, Nilmário Miranda perdeu no primeiro turno para Aécio Neves.
Em 2010, o Partido dos Trabalhadores nem teve candidato. Patrus Ananias foi vice na chapa de Hélio Costa, derrotado no primeiro turno.
Eleição de Pimentel
Já em 2014, o PT teve o primeiro e único bom desempenho nas urnas em Minas Gerais. Fernando Pimentel venceu o tucano Pimenta da Veiga no primeiro turno. No entanto, quatro anos depois, Pimentel tentou a reeleição e amargou um terceiro lugar, perdendo para Romeu Zema (Novo) e Antônio Anastasia (então no PSDB).
A gestão de Pimentel foi marcada por grande crise econômica, que afetou em cheio o Palácio Tiradentes. Com salários de servidores parcelados e repasses para municípios suspensos, o governador petista chegou ao fim de seu mandato com baixa aprovação. Em 2018, Pimentel ficou de fora do segundo turno.
Na eleição seguinte, em 2022, mais uma vez não houve candidato petista a governador. O ex-deputado petista André Quintão foi vice na chapa de Alexandre Kalil (então no PSD), que perdeu no primeiro turno para Romeu Zema.
Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Foi ganhador do 4º Prêmio CDL-BH de Jornalismo. Já foi homenageado, entre outras condecorações, com a Medalha da Inconfidência, Medalha da Ordem do Mérito Imperador Dom Pedro 2º, Medalha de Mérito da Defesa Civil Estadual e Oscar Solidário. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.
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