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Gestão ‘terrível’ de Pimentel construiu vácuo na esquerda em MG, diz Duda

A boa avaliação de Zema, segundo a deputada federal, inclusive, vem do espólio deixado pela gestão petista

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Parlamentar concedeu entrevista à Itatiaia nesta segunda-feira (23) • Bruno Spada / Câmara dos Deputados

A gestão “terrível” de Fernando Pimentel (PT) à frente do Palácio Tiradentes ajudou a construir o “vácuo” no campo progressista observado nas eleições deste ano em Minas Gerais. A avaliação é da deputada federal Duda Salabert (PDT), em entrevista exclusiva à Itatiaia nesta segunda-feira (23).

A esquerda patina no estado para definir um pré-candidato ao governo, enquanto, à direita, há diversos nomes se movimentando para se lançar na corrida eleitoral.

“Eu acho que Minas ainda sofre com a gestão do Pimentel. Foi uma gestão terrível, basta ver que ele não conseguiu nem se eleger como deputado federal. E o Zema, no seu primeiro mandato, foi considerado um bom gestor, porque ele fez o básico, que é pagar salário em dia”, defende a parlamentar.

A boa avaliação de Zema, segundo a deputada federal, inclusive, vem do espólio deixado pela gestão petista em Minas Gerais. “A gestão do Zema foi muito ruim, mas a população de modo geral considerou a gestão do Zema boa porque a do Pimentel foi um fracasso. Então, acho que a esquerda em Minas Gerais ainda sofre as consequências de uma gestão péssima”, avalia.

O futuro da disputa, conforme Duda, deve ser espelhar, no estado, a polarização existente no cenário nacional, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca a reeleição e Flávio Bolsonaro (PL) tenta angariar votos para derrotar o petista. “Mas eu acho que a gente trazer para Minas Gerais um debate ideológico ou uma disputa ideológica ou uma polarização ideológica, quem pede é Minas Gerais”, pontua.

“Acho que nós temos que ter um gestor ou um político mais equilibrado para Minas Gerais, que é um estado diverso e plural. Se a gente tiver um candidato do Lula, um candidato do Bolsonaro e discutir as eleições estaduais com o olhar na nacional, eu acho muito ruim. Eu acho que tem que buscar um candidato mais ao centro que de fato traduza a diversidade que é o Estado e buscar um equilíbrio nesses próximos anos”, opina.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.