PL que quer exigir cadastro de procedência de celulares em lojas de reparo é aprovado em BH
O texto, aprovado com unanimidade, tem o objetivo de dificultar a receptação e diminuir, assim, o número de furtos e roubos de celulares

O projeto de lei que pretende exigir cadastro de procedência de aparelhos entregues em lojas de reparos e venda de celulares foi aprovado em segundo turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte nesta terça-feira (11). O texto, aprovado com unanimidade, tem o objetivo de dificultar a receptação e diminuir, assim, o número de furtos e roubos de celulares.
A autora da proposta, vereadora Fernanda Pereira Altoé (NOVO), explica que o projeto tenta lidar com os altos índices de furtos de celulares. “A gente tem uma dificuldade enorme hoje de lidar com a questão de furto e roubo de celulares. O furto porque eles acabam sendo soltos em audiência de custódia e o roubo porque as pessoas acabam fugindo”, declara.
“Então, uma das formas da gente tentar reduzir o furto e roubo de celular em Belo Horizonte, para vocês terem uma ideia, anualmente são roubados ou furtados mais de 1 milhão de celulares no Brasil, é a gente trabalhar na receptação. Como não há um controle rigoroso de cadastro de quem entrega um aparelho, uma parte de um aparelho para conserto ou seja para revenda, a gente perde o controle de onde vão parar esses celulares que são roubados e furtados. Através desse controle, a gente inibe a recaptação e a gente acaba reduzindo também o furto e o roubo”, explica.
A proposta seguirá, agora, para sanção ou veto do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil).
Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.



