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PL da regulamentação dos motoristas de app deve ser votado após as eleições

Previsão foi feita pelo novo ministro da articulação política do governo Lula, José Guimarães

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O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães • Gil Ferreira/SRI

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), disse, nesta quinta-feira (16), que o projeto de lei que regulamenta o trabalho por aplicativo só deve ser votado após as eleições gerais de outubro.

Em café com jornalistas, no Palácio do Planalto, o novo chefe da articulação política do governo Lula (PT) destacou que o entrave na tramitação da proposta se dá em razão da falta de consenso em torno do texto.

" O PL dos aplicativos não votamos porque não tinha acordo sobre nada, plataforma não concorda, entregadores também não, como votar? E a oposição esperando um vacilo pra dizer que o PT estava prejudicando os trabalhadores. Não pode, não teve consenso", declarou o petista.

Guimarães comparou o PL dos aplicativos com a chamada "taxa das blusinhas", a cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Na avaliação do ministro, embora aprovado pelo Congresso Nacional, o desgaste com a medida acabou recaindo sobre o governo.

"Iria para nosso colo como veio a taxa das blusinhas. A SRI não é mérito de matéria é relação com o Congresso. Os aplicativos, entrei de última hora, estavam os ministros Marinho e Boulos, Lula disse pra eu tirar da pauta e eu corri", relatou o ex-líder do Governo na Câmara.

A proposta estava sendo discutida pelos deputados, mas Guimarães pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que retirasse o texto de pauta, em busca de uma nova rodada de negociações com o relator, Augusto Coutinho (Republicanos-PE).

Uma das principais divergências entre os parlamentares e o governo está na fixação de um valor mínimo pelas corridas ou entregas. Enquanto, a gestão petista defende que o piso seja R$ 10, o relator estabeleceu o valor em R$ 8,50.

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.