Pimenta: Lula criou ministério extraordinário no RS para ‘apoiar’ Eduardo Leite
Autoridade extraordinária do governo federal em solo gaúcho evitou embate com governador e projetou trabalho conjunto entre as esferas de poder

O ministro Paulo Pimenta (PT-RS), responsável por chefiar a Secretaria Extraordinária para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul disse, neste sábado (18), que um dos objetivos da recém-criada pasta é apoiar as ações do governador gaúcho, Eduardo Leite (PSDB). A declaração foi dada dias após aliados do tucano questionarem a escolha de Pimenta para ser a autoridade extraordinária do governo federal no estado, afetado por fortes chuvas.
“Fui designado pelo presidente Lula para coordenar esse ministério Extraordinário, de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul. Para apoiar o governador Eduardo Leite e sua equipe, apoiar os prefeitos e prefeitas e a sociedade gaúcha, nesse momento dramático que vive nosso estado”, disse, em vídeo publicado na rede social "X", anteriormente chamada de Twitter.
“Nos causou muita estranheza, o fato de se criar uma autoridade federal para tratar desse assunto sem que tivesse sido falado com governador pelo presidente ou pelo próprio ministro. Aliás, o ministro indicado só conversou com o governador ontem (terça-feira) à noite. A pergunta que se faz é: ‘será que se fosse na Bahia, um aliado do presidente ou Ceará ou Piauí, ele faria a mesma coisa?”, apontou.
Pimenta, por sua vez, afirmou neste sábado que o trabalho das lideranças gaúchas será “imenso”.
“A determinação do presidente Lula é muito clara: não faltarão esforços e recursos orçamentários para que a gente faça a nossa parte para reconstruir o Rio Grande. Só o que não temos, infelizmente, como trazer de volta, são as vidas perdidas. O resto, vamos trabalhar noite e dia para devolver ao povo gaúcho tudo o que a água levou”, garantiu.
O Palácio do Planalto sancionou, nesta semana, a lei que suspende a cobrança da dívida do Rio Grande do Sul junto à União. A moratória prevê folga financeira de R$ 23 bilhões ao governo gaúcho.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desse valor, R$ 11 bilhões correspondem às parcelas que o estado não precisará pagar pelos próximos 36 meses; os R$ 12 bilhões restantes se referem aos juros da dívida no período.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



