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PF pede mais prazo para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Polícia Federal afirma que ainda precisa concluir diligências sobre suposta atuação de Fábio Luís Lula da Silva junto ao Ministério da Saúde e à Dataprev; pedidos incluem análise de movimentações financeiras, viagens, agendas e relações com outros investigados da Operação Sem Desconto

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PF pede mais prazo para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência
PF pede mais prazo para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência • NELSON ALMEIDA / AFP

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação de dois inquéritos que investigam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência no governo federal. Os pedidos foram encaminhados ao ministro André Mendonça, relator dos casos, mas ainda não foram analisados porque os inquéritos permanecem sob a Presidência do STF desde setembro.

As investigações são um desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante as apurações, surgiram indícios que levaram a PF a abrir novas frentes de investigação envolvendo Lulinha.

Segundo a Polícia Federal, o prazo inicial de 60 dias não foi suficiente para concluir as diligências. Os investigadores afirmam que ainda precisam aprofundar a apuração sobre possíveis práticas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de bancos de dados da Previdência Social e de programas sociais do governo federal.

Entre as diligências solicitadas estão a produção de relatórios sobre a atuação de Lulinha, da lobista Roberta Luchsinger e do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". A PF também pediu levantamentos sobre vínculos societários, movimentações bancárias, agendas de reuniões e contatos mantidos pelos investigados com órgãos públicos.

Os investigadores querem ainda acesso a informações sobre viagens nacionais e internacionais realizadas por Lulinha, incluindo dados sobre quem custeou os deslocamentos e se ele esteve acompanhado por Roberta Luchsinger.

As diligências também alcançam outros investigados, entre eles o empresário Fernando Bittar e Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Procuradoria-Geral da República defendeu que cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, decidir sobre o andamento dos processos. Enquanto não houver essa definição, os pedidos de prorrogação permanecem sem análise.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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