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Renan Santos prevê que Pablo Marçal será ministro de Flávio Bolsonaro e diz que sofrerá perseguição

As declarações de Marçal e a resposta de Renan foram registradas em reportagens publicadas nesta terça-feira (20)

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Renan Santos (Missão) durante sabatina
Renan Santos (Missão) durante sabatina • Reprodução O Globo

O ex-candidato à Presidência da República e presidente do partido Missão, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira (20) que será “perseguido” caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença a disputa presidencial. A declaração foi feita nas redes sociais, em resposta a uma fala do ex-coach e atual estrategista da campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto, Pablo Marçal (PRTB).

Em entrevista ao podcast IronTalks TV, Marçal disse que Renan tem “um perfil de Hitler absurdo” e todos os trejeitos do ditador alemão “de querer implantar coisa de comunista, de ditar, que não tem nada a ver com a direita”.

Renan Santos afirmou que as declarações do ex-coach fazem parte de uma estratégia para “marcá-lo” e acusou Marçal de usar a mesma tática adotada durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo. “Quando você chama a outra [pessoa] de nazista ou de estuprador, o objetivo é fazer essa pessoa ser atacada, passar por um perrengue, no mínimo, né? A maneira de humilhar a outra e desconstruir ela como ser humano”, afirmou.

“Ele [Flávio] fugiu de mim de todas as formas que pode, e Pablo Marçal, seu soldadinho das redes sociais, acaba cumprindo esse papel. Então, guardem o que estou falando, podem anotar: Flávio vence e Pablo Marçal provavelmente será ministro e, sim, nós seremos alvos de todo o tipo de perseguição nas mãos dessas pessoas”, declarou Renan.

O ex-candidato e presidente do Missão manteve-se neutro no segundo turno. Apesar de já ter declarado que um suposto perigo seria “maior” caso Flávio vencesse a eleição, ele descartou declarar apoio ao presidente Lula (PT).

No primeiro turno, Renan obteve 2.675.887 votos válidos, ficando atrás de Flávio, Lula e Augusto Cury (Avante).

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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