Itatiaia

Permanência de Marina Silva no Rede gerou 'indignação e perplexidade', diz partido

A ex-ministra anunciou, no último sábado (4), ao fim da janela partidária, que iria permanecer na Rede Sustentabilidade, apesar de ter sido cortejada por outras legendas.

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Rogério Cassimiro/MMA.

A permanência da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, no Rede Sustentabilidade provocou "indignação e perplexidade" dentro da legenda.

Após o fim da janela partidária, a ex-ministra havia comunicado que ficaria na sigla, apesar das divergências internas e de convites de outras legendas, como PT, PV e PSOL.

Em nota divulgada nas redes sociais na última terça-feira (7), o diretório nacional da sigla afirmou que, mesmo com as diferenças, o Rede não questionou a filiação de Marina nem sequer "sugeriu seu desligamento". O grupo ainda argumenta que as especulações sobre a saída da ex-ministra "sempre partiram dela ou de seu grupo", e não da direção partidária.

"A Rede não tem dono. É um partido construído para conviver com divergências, sem submissão a vontades individuais", diz trecho do comunicado.

A sigla relembra ainda momentos em que a relação com Marina esteve abalada. Entre os episódios citados estão o apoio da ex-ministra à candidatura de Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência em 2014, a defesa do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG) e o apoio à intervenção federal no Rio de Janeiro. “Mesmo diante desse giro político, que custou à Rede a perda de quadros importantes, jamais houve sanção, censura, perseguição ou declarações de autoritarismo”, afirma.

O partido sustenta também que não atender a “pretensões pessoais” de uma liderança política não configura “autoritarismo” e que o modelo democrático não autoriza minorias a “paralisarem o partido, judicializarem impasses políticos ou tentarem bloquear suas contas”, diz outro trecho.

A legenda reforça que não houve expulsão, mas sim uma “tentativa frustrada de esvaziamento eleitoral” que “não prosperou diante da chegada de novas lideranças, como Luizianne Lins e André Janones”.

A ex-ministra anunciou no último sábado (4) que ficaria na legenda que ajudou a fundar, para reafirmar seu compromisso com o campo democrático e com a reeleição de Lula à presidência.

Marina deixou o cargo para disputar uma cadeira por São Paulo no Senado Federal.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.