Belo Horizonte
Itatiaia

Pedido de CPI das Joias estaciona e governistas apostam em investigação na CPMI do 8 de janeiro

Até o início da tarde desta sexta-feira (18), contava com 113 das 171 assinaturas necessárias para que possa ter andamento

Por
Suposta venda de presentes pertencentes dados ao Estado brasileiro está na mira de congressistas
Suposta venda de presentes pertencentes dados ao Estado brasileiro está na mira de congressistas • Valter Campanato/Agência Brasil

O pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para apurar o suposto esquema de venda ilegal de joias e presentes recebidos durante o governo Jair Bolsonaro (PL) por pessoas próximas ao ex-presidente perdeu força.

Até o início da tarde desta sexta-feira (18), contava com 113 das 171 assinaturas necessárias para que possa ter andamento. Na última segunda (14), estava com 112. Portanto, não houve aumento de apoio significativo.

O pleito da CPI é encabeçado pelos deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Túlio Gadêlha (Rede-PE). Eles contam com as assinaturas em apoio por parte de várias lideranças governistas. No entanto, nos bastidores, líderes do PT resistem à ideia da CPI. Argumentam que não é momento para mais uma comissão investigativa e que o suposto esquema ilegal já está sendo investigado pela Polícia Federal e demais autoridades competentes.

A intenção dos governistas no Congresso Nacional agora é aproveitar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro para investigar parte das eventuais irregularidades das joias e dos presentes.

O presidente da CPMI, deputado federal Arthur Oliveira Maia (União Brasil-BA), tem resistido a englobar o assunto. Porém, governistas estão na esperança de convencê-lo, especialmente após o depoimento do hacker Walter Delgatti Neto desta quinta (17).

Na visão dos governistas, ampliar o escopo da CPMI do 8 de janeiro se justifica porque muitas das pessoas suspeitas são as mesmas nos dois casos, como as que compunham o entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Também querem averiguar se tinham como objetivo usar os valores obtidos com a suposta venda ilegal dos presentes para financiar os atos criminosos de 8 de janeiro, eventual golpe de Estado e ações da extrema direita.

O que os governistas eventualmente não conseguirem abordar na CPMI, devem deixar a cargo da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal, por exemplo.

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.