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Paes culpa 'turma que governava' o Rio por crise e chama grupo de 'máfia'

Nas redes sociais, o ex-prefeito disse que era importante não confundir a linha sucessória do governo do Rio de Janeiro com "o presídio de Bangu"

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Luciola Villela/CMRJ.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo fluminense, Eduardo Paes (PSD), disse que a crise institucional na linha sucessória do Palácio Guanabara é culpa da "turma que governa" o estado desde 2019. Nas redes sociais, nesta sexta-feira (24), ele afirmou que a situação parece "roteiro de filme de máfia" e que "é máfia mesmo".

A declaração de Paes é uma resposta indireta à declaração do presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Douglas Ruas (PL), que acusou o adversário de inflamar a crise no Rio após acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar o formato do pleito que escolherá o governador até dezembro deste ano.

O PSD, partido do ex-prefeito, entrou com duas ações na Corte para tentar que Ruas assumisse o controle do estado.

De acordo com a legenda, o pedido do PL para que o deputado se torne governador "desestabiliza o ambiente já conturbado do estado".

Na publicação, dividida em duas partes, Paes afirma que a gestão anterior, do ex-governador Cláudio Castro (PL), permitiu a ampliação do crime organizado no Rio de Janeiro e acusa a administração de ter usado recursos da aposentadoria de funcionários do Banco Master para financiar a compra de votos.

O ex-governador foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político-econômico durante as eleições de 2022. A condenação saiu um dia após Castro renunciar ao cargo, gerando uma crise na linha sucessória.

Atualmente, quem governa o Rio é o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto.

Isso ocorre porque o estado está sem vice-governador desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha (União Brasil) deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Ele também foi condenado na mesma ação de Castro no TSE.

A outra opção na linha sucessória era o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Ele teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral e foi preso novamente no fim de março.

Nas redes sociais, Paes afirmou que “a cadeia sucessória combinada estava quebrada” e que era importante não confundir a linha sucessória “com o presídio de Bangu”.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.