Ex-presidente da Alerj é transferido para presídio na Zona Norte do estado
O ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar foi preso novamente na última sexta-feira (27) pela Polícia Federal (PF) em sua casa no município de Teresópolis

O ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ), foi transferido neste sábado (28) para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do estado.
Bacellar foi preso pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (27), durante a terceira fase da Operação Unha e Carne. Na mesma ação, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Esta etapa trata do cumprimento de determinações fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 635, também conhecida como ADPF das Favelas. A medida reúne um conjunto de diretrizes voltadas para a atuação policial e a investigação de grupos criminosos no Rio.
Bacellar foi preso em Teresópolis, na Região Serrana do estado. Ele já foi denunciado por suspeita de ligação com o Comando Vermelho (CV).
A primeira vez que o ex-deputado estadual foi preso ocorreu em dezembro de 2025. Cinco dias depois, a Alerj, por maioria, revogou a prisão.
Bacellar é acusado de vazar informações sigilosas ao ex-deputado estadual conhecido como TH Joias (sem partido) — ele também está preso, acusado de negociar armas e drones com o CV.
Em nota divulgada, a defesa do ex-deputado afirmou desconhecer os motivos da nova prisão, que classificou como “indevida” e “desnecessária”.
Paralelamente a isso, Bacellar também foi cassado por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No mesmo processo, além da cassação, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ), também ficou inelegível.
Até então, a linha sucessória do poder no Rio está indefinida. Com a saída de Castro, naturalmente, o Executivo seria assumido pelo vice-governador, Thiago Pampolha (União Brasil-RJ), também condenado pelo TSE e que se afastou do cargo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Com a vacância nos cargos de governador e vice, o presidente da Assembleia assumiria o posto. Bacellar, no entanto, quando ainda tinha mandato, estava afastado da presidência e também não poderia assumir.
A sequência de impedimentos leva o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a assumir temporariamente o cargo no Palácio Guanabara.
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