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Pacheco vai reunir líderes do Congresso para discutir MP da reoneração

Em meio ao recesso parlamentar, presidente do Senado vai aproveitar ato do dia 8 de janeiro para discutir a proposta de reoneração gradual da folha de pagamento das empresas

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Rodrigo Pacheco vai aproveitar ato do dia 8 de janeiro para se encontrar com lideranças do Congresso • Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, deve convocar para a semana que vem uma reunião com líderes do Congresso para discutir o que será feito com a Medida Provisória que reonera a folha de pagamento dos 17 setores da economia que mais empregam no país.

O encontro deve ocorrer um dia depois dos atos que vão marcar o primeiro ano dos ataques contra as sedes dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro, promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que pediam uma intervenção militar.

A ideia dessa reunião atípica, que ocorre em meio ao recesso parlamentar, é encontrar uma saída para a decisão do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de encaminhar a Medida Provisória depois de o Congresso derrubar o veto do presidente Lula que estabelecia o fim da desoneração.

A Medida Provisória encaminhada por Haddad passa por análise técnica de consultores legislativos, para avaliar aspectos constitucionais da medida. Somente após o crivo dos líderes do Senado e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco deverá anunciar se a proposta será votada ou devolvida para o governo.

Entenda

Na última semana de 2023, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma Medida Provisória (MP) para reonerar, gradualmente, a folha de pagamentos de alguns setores da economia. A MP pode substituir a desoneração total, se for aprovada pelo Congresso Nacional, passando a oferecer uma isenção fiscal somente sobre o primeiro salário mínimo recebido pelo trabalhador.

Segundo as projeções da Fazenda, a medida deve recuperar R$ 6 bilhões dos R$ 12 bilhões que seriam perdidos com a desoneração total sobre a arrecadação federal.

Na época, Haddad chamou a desoneração total da folha de pagamentos de alguns setores de “privilégio” e frisou que a medida, que foi implementada em 2011, não cumpriu o objetivo de aumentar as vagas de emprego.

Essa nova MP deve sofrer resistência dos parlamentares, que acusam o governo de tentar impor a sua vontade diante da derrubada do veto do presidente Lula ao projeto aprovado no Congresso. Alguns líderes da Câmara e do Senado, inclusive, já pediram a Pacheco que devolva a MP ao presidente e que o texto sequer tramite no Legislativo.

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Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

 

 

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