‘Ou essa PEC avança ou o governador usou Nikolas Ferreira’, diz diretor da Aspra
Diretor da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), Subtenente Heder Martins, avalia que definição sobre reajuste para forças de segurança cabe ao governador Mateus Simões

O diretor da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), Subtenente Heder Martins, afirmou que o governo de Minas deve apresentar um novo texto para garantir a recomposição salarial das forças de segurança.
Em entrevista ao programa Rádio Vivo, na manhã desta segunda-feira (27), Heder Martins avaliou que a decisão agora está com o governador Mateus Simões, mas ressaltou que as categorias da segurança pública têm desconfianças sobre a atual administração.
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““Nós pedimos aqui para que o governo enviasse uma PEC que tratasse da revisão geral anual. Já existia a PEC 40, que o governo não aquiesceu antes. O que nos causa preocupação hoje é que utilizando de um capital político, do deputado Nikolas Ferreira, que fez uma ponte entre as entidades de classe e o governo do estado. Nós tentamos um diálogo nos últimos 8 anos, tentamos a recomposição das forças de segurança. Agora, no apagar das luzes, ele diz que vai apoiar essa PEC na ALMG. Deputados dizem que há vício formal, o governo diz que não há vício formal. Se o governo estiver usando de meios políticos ardis, usou o deputado federal mais votado no país. E mais uma vez se fez utilizada as entidades de classes”, afirmou o diretor da Aspra.
Heder Martins afirmou que as entidades e sindicatos que representam as forças de segurança não acreditam em Simões e que a cobrança será por um texto que avance na Assembleia sem problemas jurídicos.
“Quero deixar claro para toda a categoria, nós das entidades de classe não hipotecamos e não vamos hipotecar apoio político ao governador do estado para sua reeleição. Sequer acreditamos nele. E ele sabe que nos deve, disse isso na reunião, deve a recomposição das perdas inflacionárias. O problema agora está no colo dele: ou ele faz tramitar a PEC na ALMG, com todos os vícios ou não, ou vai ter utilizado um deputado federal para chegar nas forças de segurança. Credibilidade ele não teve, senão ele teria nos chamado e não precisaria de deputado federal”, afirmou.
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“Não conseguimos sequer a inflação. Agora, o direito é uma xícara de duas asas. Se eu quiser achar legalidade e constitucionalidade, eu acho. O que nós fizemos na última sexta-feira? Todo aquele texto que está lá, será substituído. Queremos acreditar que, na pior das hipóteses, o texto que construímos seja encaminhado para a ALMG. Isso depende de ato do governo”, finalizou.
A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a assessoria do governo de Minas para saber mais informações sobre o novo texto que vai tratar do reajuste das forças de segurança. Assim que houver retorno, o posicionamento será incluído nesta reportagem.
Antes de trabalhar no rádio, Eduardo Costa foi ascensorista e office-boy de hotel, contínuo, escriturário, caixa-executivo e procurador de banco. Formado em Jornalismo pelo UNI-BH, é pós-graduado em Valores Humanos pela Fundação Getúlio Vargas, possui o MBA Executivo na Ohio University, e é mestre em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Agora ele também está na grande rede!
Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

