Oposição afirma que Zema está atrasando votação do Ipsemg para evitar desgaste nas eleições municipais
O PL estava na pauta do plenário dessa quarta-feira, mas não foi votado novamente

Os deputados de oposição afirmam que o motivo do atraso na votação do projeto que pretende reajustar o Ipsemg é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Os parlamentares garantem que há uma estratégia por trás disso: evitar que o governo e os parlamentares governistas precisem se desgastar às vésperas das eleições municipais. Uma das deputadas que faz essa leitura é Beatriz Cerqueira (PT).
"O governo tá manipulando, né? O governo quer acabar com o Ipsemg, mas ele quer fazer a votação depois das eleições, de modo que ele tem consiga o número de votos necessários, depois do processo eleitoral. Eu particularmente quero votar agora. Acho que é importante a gente dar esse retorno à sociedade, retorno ao servidor, no meu caso, de defesa do Instituto".
A deputada afirmou ainda que o governo tem evitado votação, segunda ela, "ele retira quórum do Plenário, porque agora ele perde na votação, por esse contexto eleitoral. E todos sabem que é uma pauta extremamente desgastante, não é? Quem quer ter no seu currículo que você votou contra o Ipsemg, sem nenhuma auditoria ou nenhuma avaliação de impacto financeiro e econômico do próprio projeto", explicou a deputada.
O PL estava na pauta do plenário dessa quarta-feira, mas não foi votado novamente. Esta é a terceira vez que isso ocorre.
A leitura da oposição é de que o bloco de Zema vai discutir o projeto até completar seis reuniões. Por questões regimentais, após esse período, a oposição não pode mais obstruir a pauta de votação do parlamento mineiro, obrigando que o PL seja colocado para ser votado. Os parlamentares de oposição afirmam que Zema quer segurar o projeto até outubro. A estratégia, na avaliação dos parlamentares, é evitar desgaste em meio ao período das eleições municipais.
Aumento da contribuição no IPSEMG é necessária, garante gestão Zema
O Governo de Minas garante que a atual contribuição paga pelos servidores não é suficiente para manter o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas em bom funcionamento.
A gestão Zema afirma que Ipsemg está operando no vermelho. Diante disso, o Estado trata a aprovação do PL como fundamental para reestruturar o instituto. Esse argumento também é utilizado por parlamentares governistas que defendem o projeto publicamente.
A proposta, de autoria do governador Romeu Zema (Novo) , prevê um reajuste no piso e no teto das contribuições do funcionalismo público. O valor mínimo passa dos atuais R$ 33,02 para R$ 60, enquanto o teto, de R$ 275,15 será elevado para R$ 500, caso a proposta seja aprovada.
Atualmente os servidores contribuem com um percentual de 3,2% do salário, percentual que será mantido para a maioria dos servidores. Para quem tem 59 anos ou mais, existe uma taxa extra de 1,2%. A justificativa é que esse público mais velho utiliza mais os serviços do Ipsemg.
O Governo de Minas alega que há déficit nas contas da Previdência dos servidores e que esse reajuste renderia ao Instituto algo em torno de R$ 700 milhões por ano. E que esse dinheiro seria revertido para melhoria do atendimento dentro do próprio Ipsemg.
Outra mudança prevista pela proposta é a previsão de contribuição também para os dependentes dos beneficiários. Dessa maneira, eles passariam a pagar mensalidade conforme a idade. Os que tem até 20 anos de idade, passariam a pagar R$ 60. Entre os dependentes com 21 a 34 anos, que hoje contribuem com R$ 33, teriam o valor elevado a R$ 90.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.



