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Entenda como aluguel de carros foi usado para desviar recursos públicos, segundo a PF

Segundo os investigadores, há indícios de possível envolvimento de agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas no esquema de movimentação irregular

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PF investiga a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa • Divulgação Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de "Galho Fraco II", com medidas judiciais cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre o uso de recursos oriundos de cota parlamentar na contratação de uma empresa de locação de veículos.

As ações, que miram possível desvio de recursos públicos, foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo os investigadores, há indícios de possível envolvimento de agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas no esquema de movimentação irregular de recursos públicos. A Polícia Federal também suspeita de tentativas de ocultação ou alteração de provas.

A PF investiga a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Fontes ligadas à investigação revelaram à CNN que entre os alvos da nova fase estão operadores da fraude, ligados ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados. O próprio deputado não foi alvo desta etapa.

Na etapa anterior da operação, deflagrada em dezembro de 2023, foram alvos os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Agentes da PF apreenderam R$ 400 mil em dinheiro vivo na casa de Sóstenes, que afirmou se tratar de recurso lícito de venda de imóvel.

Na ocasião, Jordy afirmou se tratar de perseguição e negou qualquer irregularidade. Segundo o deputado, a locadora de veículos mantinha contrato com seu gabinete de forma legal.

Tanto a ação desta quarta-feira (1º) quanto a de dezembro de 2023 são desdobramentos da Operação "Rent a Car", deflagrada inicialmente em 2024, quando a PF cumpriu mandados contra assessores parlamentares sob a mesma suspeita de desvio de verbas para a empresa de locação de veículos. Na ocasião, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido para busca e apreensão nas residências dos deputados, alegando falta de elementos suficientes.

À CNN, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que se manifestará quando "tomar conhecimento do teor da decisão e ações".

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