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Saiba o que é herniorrafia inguinal bilateral, cirurgia à qual Bolsonaro será submetido

A equipe médica, responsável pelo ex-presidente, estima que o procedimento, que será feito na quinta-feira (25), dure cerca de quatro horas

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Jair Bolsonaro • Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será submetido, na quinta-feira (25), a uma cirurgia eletiva de hérnia inguinal bilateral em um hospital particular de Brasília.

O procedimento cirúrgico, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tem previsão de começar às 9h e, segundo a equipe médica, deve durar cerca de quatro horas.

A hérnia inguinal, também chamada de hérnia na virilha, ocorre quando os tecidos da região interna do abdômen saem por um ponto fraco da parede muscular abdominal, provocando um "abaulamento" no local. Quando isso acontece dos dois lados, recebe a classificação bilateral.

No caso do ex-presidente, a equipe médica acredita que a formação da hérnia inguinal seja resultado da idade de Bolsonaro, que tem 70 anos, e do histórico clínico.

Os médicos responsáveis pelo procedimento afirmam que Bolsonaro pode permanecer internado por até sete dias após a cirurgia. No boletim médico divulgado nesta quarta, o cirurgião-geral Claudio Birolini afirmou que o pós-operatório "requer uma série de cuidados", incluindo fisioterapia e prevenção contra trombose.

O procedimento, que será realizado no Natal, no entanto, não irá "curar" as crises de soluços relatadas por Bolsonaro e também pela família. A equipe responsável avalia que o ex-presidente possa passar por um novo procedimento para solucionar a condição.

Regras de Moraes para internação

Preso pela Polícia Federal (PF), Moraes autorizou a cirurgia de Bolsonaro, desde que o procedimento siga uma série de regras para a internação e segurança do ex-presidente.

Durante o período em que o ex-chefe do Executivo estiver no hospital, agentes da PF ficarão responsáveis pela vigilância 24 horas por dia, com no mínimo dois policiais de prontidão, posicionados na porta do quarto.

O ministro também proibiu o ingresso no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares e quaisquer outros dispositivos eletrônicos, com exceção de aparelhos médicos.

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL), está autorizada a acompanhar o ex-presidente durante a internação.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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