‘O dinheiro tem que vir de algum lugar’, diz ministro sobre desoneração da folha
Rui Costa, chefe da Casa Civil, defendeu um diálogo sobre a proposta aprovada no Congresso é que é alvo do governo Lula no STF; renúncia fiscal é estimada em R$ 12 bi

Presente no Senado Federal para uma audiência pública nesta terça-feira (30), o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, defendeu uma nova rodada de diálogo sobre o projeto de desoneração da folha de pagamento. O projeto que altera a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha de salários, por alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, está suspenso após um pedido de inconstitucionalidade apresentado pelo governo Lula ao Supremo Tribunal Federal.
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“A situação é que nós precisamos conversar para encontrar uma solução. [...] Todos nós aqui moramos ou em um edifício ou em um condomínio de casas. Se alguns dizem: eu não consigo pagar a taxa de condomínio, e não pagam ou só pagam metade, os moradores precisam se reunir e decidir como vão pagar aquela parte que não foi paga. É mais ou menos isso que nós estamos falando. Alguns dizem que não podem pagar, no caso de municípios, o valor da previdência. Outros dizem, no caso das empresas, que não querem pagar ou não podem pagar esse valor. Mas alguém vai ter que pagar a diferença, o dinheiro tem que vir de algum lugar”, alegou o ministro.
O projeto é o pivô de um desentendimento entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que acompanham o julgamento do pedido de inconstitucionalidade feito pelo governo Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF). No momento, a ação segue suspensa após um pedido de vista do ministro Luiz Fux.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



