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Nova secretária de Cultura diz que dívida de Minas representa cenário ‘catastrófico’

Bárbara Botego, que tomou posse nesta quarta-feira (17), no entanto, que acredita que o governo está fazendo o necessário para que os danos sejam os menores possíveis

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Bárbara Botelho, secretária de Cultura e Turismo de Minas Gerais.
Bárbara Botega, secretária de Cultura e Turismo de Minas Gerais.  • Léo Bicalho | Secult-MG.

A nova responsável pela secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), Bárbara Botega, classificou o cenário da dívida do estado com a União como uma “catástrofe”.

Nesta quarta-feira (17), em entrevista exclusiva à Itatiaia, a secretária afirmou que a sensação é de que o governo está sendo “extorquido” em algumas condições que envolvem o Programa de Pagamento da Dívida dos Estados com a União (Propag). “Tenho uma sensação muito clara de que estamos sendo, de fato, extorquidos em algumas condições, mas não tenho nenhuma dúvida do empenho de todo o governo para que esse dano seja o menor possível”, disse.

Na noite do último domingo (14), o secretário Leônidas de Oliveira anunciou que havia pedido exoneração do cargo que exerceu por cinco anos na Secult. A saída ocorreu após um período de desgaste com a base do governador.

Na Assembleia Legislativa de Minas (ALMG), durante a Assembleia Fiscaliza, o então secretário chegou a pedir ajuda aos deputados da Comissão de Cultura para retirar bens da Secult da lista de imóveis que o governador Zema pretende usar para abater o valor da dívida — que ultrapassa R$ 160 bilhões — incluindo o Palácio das Artes, o Memorial dos Direitos Humanos, o Minascentro, entre outros.

Trabalho de continuidade

Anunciada como substituta de Leônidas na segunda-feira (15), Botega afirmou que o trabalho a ser feito na Secult será de "continuidade", mas indicou que a gestão deve seguir uma linha mais "pragmática". “Os resultados que ele [Leônidas] trouxe são números que expressam muito a assertividade das políticas públicas desempenhadas, mas elas extrapolam também isso. Têm a ver com o conceito de mineiridade. Temos o orgulho de colocar nossos dizeres, nossos saberes estampados em camisetas e divulgar isso com orgulho e pertencimento. É um legado único”, afirmou.

Relação com o Legislativo

“Sou muito focada em resultados, então, se essas críticas vierem e pudermos somar com isso para frente, ficaremos satisfeitos. Se forem puras intrigas, eu tenho um sistema de armazenamento interno e a gente coloca na 'caixinha' adequada”.

— declarou.
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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.