Nikolas cobra anistia após Motta criticar sanção dos EUA contra Moraes: 'para pacificar o país'
O presidente da Câmara afirmou que, como país soberano, o Brasil não pode apoiar “nenhum tipo de sanção” por parte de nações estrangeiras

Após o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), usar as redes sociais para criticar a aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o parlamentar Nikolas Ferreira (PL) respondeu, afirmando que o "primeiro passo para pacificar" o país seria pautar o Projeto de Lei (PL) da Anistia, em tramitação no Congresso.
De acordo com Nikolas, os deputados federais — a quem chamou de "legítimos representantes do povo" — devem decidir se os condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2022 devem ser anistiados. "Paute a anistia ampla, geral e irrestrita", escreveu o parlamentar mineiro.
Nas redes sociais, Motta publicou que o Brasil, "como país soberano", não poderia apoiar "nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigidas a membros de qualquer poder constituído da República", incluindo o Poder Judiciário.
Segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, Moraes "assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas estadunidenses e brasileiras".
A Lei Magnitsky é um dispositivo da legislação dos EUA que permite ao país impor sanções econômicas a acusados de corrupção ou de violações graves aos direitos humanos.
Além de estar impedido de entrar nos Estados Unidos, todos os eventuais bens do ministro que estejam em território estadunidense estão bloqueados.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



