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'Nem criminosos perigosos recebem esse tratamento', diz Carlos Bolsonaro sobre o pai

Filho de Jair Bolsonaro relata dificuldades para encontrar o pai e critica regras impostas durante prisão domiciliar

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O filho '02' do ex-presidente, Carlos Bolsonaro • Eduardo Barreto/CMRJ

Carlos Bolsonaro (PL) voltou a criticar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro neste sábado (13), em Brasília. Em publicação nas redes sociais, Carlos relatou dificuldades para encontrar o pai e classificou como excessivas as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo durante o período de prisão domiciliar.

Segundo o filho 02 de Bolsonaro, a visita ocorreu dentro do horário previamente autorizado pela Justiça. Carlos afirmou ter saído de Santa Catarina para Brasília com o objetivo de encontrar o pai, mas relatou que Bolsonaro permaneceu sob efeito de medicações utilizadas para tratar problemas de saúde que, segundo ele, vêm se agravando.

De acordo com a publicação, o horário de visita permitido era entre 8h e 10h. No entanto, Carlos disse ter sido informado de que o ex-presidente não acordava devido ao estado de sonolência provocado pelos medicamentos, conseguindo despertar apenas às 9h55: "Dessa forma, pude vê-lo por apenas cinco minutos", escreveu o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina.

Carlos Bolsonaro também criticou uma decisão que, segundo ele, impediu que as netas de Jair Bolsonaro acompanhassem o avô durante a partida da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Na publicação, ele informou que o senador Flávio Bolsonaro havia recebido autorização para levar as crianças à residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, mas alegou que as restrições judiciais impediram a permanência delas no local durante a transmissão do jogo. Sem citar diretamente o ministro Alexandre de Moraes ao longo das críticas, Carlos questionou a proporcionalidade das medidas impostas ao ex-presidente: "Não é preciso repetir para que todos compreendam que regras como essas não são aplicadas nem a criminosos perigosos", afirmou.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.