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‘Não está em nossos planos ficar reivindicando espaço’, diz Heloísa Helena sobre Rede no governo Lula

Porta-voz do partido refuta busca por mais cargos no Executivo federal; ministra Marina Silva é filiada à Rede

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Ao microfone, Heloísa Helena discursa em um evento do Senado Federal
Heloísa Helena, deputada federal, compõe o diretório nacional da Rede Sustentabilidade • Geraldo Magela/Agência Senado

Embora a Rede Sustentabilidade componha o leque de partidos aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a porta-voz da direção nacional da legenda, Heloisa Helena, diz que a agremiação não tem planos de reivindicar mais espaço no governo federal. Segundo ela, os filiados à sigla que ocupam cargos no poder Executivo conseguiram os postos por mérito — e não por indicação partidária.

Hoje, a Rede comanda uma das 38 pastas da Esplanada dos Ministérios — a do Meio Ambiente, com Marina Silva. O partido comanda, ainda, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio da ex-deputada federal e advogada Joênia Wapichana.

Dirigentes da Rede valorizam, também, a participação da legenda na Secretaria-Geral da Presidência da República. Isso porque Bruna Paola, filiada ao partido, exerce a coordenação-geral do setor de Articulação Social das Juventudes

“Sinceramente, se existiu, da parte de alguns, essa ânsia de participação e de cargos no governo, não conheço, porque isso nunca fez parte dos nossos planos. Quem está lá, está até por méritos próprios — mais do que por qualquer discussão partidária”, afirmou Heloísa Helena, durante a inauguração da sede do diretório mineiro do partido, em Belo Horizonte, nessa sexta-feira (26).

Relação com Randolfe após saída

No início do terceiro mandato de Lula, a Rede Sustentabilidade chegou a ter a liderança do governo no Congresso Nacional, exercida pelo senador Randolfe Rodrigues, eleito pelo Amapá. Em maio do ano passado, entretanto, ele deixou a legenda. No fim de 2023, ele sinalizou a intenção de se filiar ao PT.

Segundo Heloísa Helena, mesmo após a saída de Randolfe, a relação entre a Rede e o parlamentar continua positiva.

“Ele sabia que uma tese que ele defendia, pelo Amapá, ia encontrar obstáculos internos dentro da Rede. Foi uma grandeza política dele (deixar o partido). A gente continua sendo amigo do mesmo jeito”, explicou, garantindo não “romantizar” as estruturas partidárias.

A “tese” defendida por Randolfe e citada por Heloísa Helena está ligada a um veto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a um plano da Petrobras de buscar petróleo em uma parte do estado amapaense. O Ibama está formalmente ligado, justamente, ao ministério de Marina Silva.

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Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.