Na primeira aparição pública após cirurgia, Lula chama ataque do Hamas de 'ato de loucura e terrorismo'
Declaração foi dada pelo presidente durante participação por videoconferência na cerimônia de 20 anos do Bolsa Família

Durante a primeira aparição pública, após a cirurgia no quadril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o ataque do Hamas como "ato de loucura e terrorismo". O petista participou, por videoconferência, da cerimônia de 20 anos do Programa Bolsa Família.
Em sua fala, Lula mencionou o conflito no Oriente Médio. Antes, ele havia se pronunciado apenas por meio de nota. "Fico lembrando que 1.500 crianças já morreram na Faixa de Gaza, 1.500 crianças que não pediram para o Hamas fazer o ato de loucura que fez, de terrorismo, atacando Israel. Mas também não pediram para que Israel reagisse de forma insana e matasse eles, exatamente aqueles que não têm nada a ver com a guerra", disparou Lula, mantendo a postura de pedir responsabilidade aos dois lados.
Mediação
O presidente também falou sobre a importância de uma intermediação pela paz na região. "Não é possível tanta irracionalidade, não é possível tanta insanidade que as pessoas fazem uma guerra tendo em conta, sabe, de que as pessoas que estão morrendo são mulheres, são pessoas idosas, são crianças que não estão tendo sequer o direito de viver. Então, eu acho que nós precisamos propor em alto e bom som, em nome da vida das nossas crianças, a gente propor paz, a gente propor a racionalidade, que o amor possa vencer o ódio, de que a gente não resolve o problema com bala, a gente não resolve o problema com foguete, a gente resolve o problema com carinho, é com afeto, é com dedicação, é com solidariedade", afirmou.
Desde o início do conflito, no dia 7 de outubro, o presidente tem se pronunciado por meio de nota e posts nas redes sociais. Após ser cobrado por não classificar o Hamas como grupo terrorista, uma semana após o início da guerra, o Itamaraty publicou uma nota afirmando que o governo brasileiro segue as diretrizes da Organização das Nações Unidas. A presidência do Conselho de Segurança da ONU está sob responsabilidade do Brasil durante o mês de outubro e, segundo o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, o relacionamento do país com Israel e Palestina foi fundamental para repatriação de brasileiros e é de suma importância para mediação do conflito.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



