Na Espanha, Lula volta a defender fim da escala 6x1
Presidente elogiou país europeu como exemplo de 'leis e políticas que buscam responder aos atuais desafios do mundo do trabalho'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta sexta-feira (17), o fim da escala 6x1. Em discurso, após uma cúpula bilateral com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Barcelona, o petista mencionou o país europeu como exemplo de “leis e políticas que buscam responder aos atuais desafios do mundo do trabalho".
"Queremos por fim a chamada de trabalho 6x1 para permitir que o trabalhador e a trabalhadora tenham dois dias de descanso semanal. Defender a família é assegurar que todo cidadão possa passar tempo de qualidade com os seus entes queridos. O papel dos governos é cuidar das pessoas", afirmou o chefe de Estado brasileiro, em declaração à imprensa.
Lula avaliou ainda que a mudança na jornada de trabalho é uma "grande aspiração da juventude, que precisa ser ouvida" e classificou a tentativa da Espanha de alterar sua escala como uma “experiência muito valiosa para o Brasil". O governo de Sánchez busca diminuir a jornada semanal de trabalho de 40 para 37,5 horas, com manutenção de salário.
Na quarta-feira (15), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou a votação das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que estabelecem o fim da escala de trabalho 6x1, além da redução da jornada semanal, atualmente em 44 horas.
O relator da matéria, deputado Paulo Azi (União-BA), apresentou parecer favorável aos textos dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), mas a oposição pediu vista (mais tempo para análise) do relatório. Agora, a data da votação depende de uma definição do presidente do colegiado, Leur Lomanto Jr (União-BA).
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.



