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Conselho Superior do MPF tem 4 a 0 para manter Paulo Gonet no caso Master

Decisão foi tomada nesta sexta-feira (25), mas o colegiado se dividiu quanto à instauração de uma apuração preliminar sobre a conduta de Gonet

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Procurador-geral da República, Paulo Gonet
Procurador-geral da República, Paulo Gonet • Antonio Augusto/STF

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) manteve o placar de 4 a 0 para Paulo Gonet, procurador-geral da República, continuar à frente do caso do Banco Master. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (25), mas o colegiado se dividiu quanto à instauração de uma apuração preliminar sobre a conduta de Gonet.

Apesar da manutenção de Gonet no caso, a designação de um subprocurador-geral da República para apurar fatos relacionados à sua atuação resultou em um placar de 2 a 2. Houve dois votos a favor da apuração preliminar e dois votos contra.

Nesta sexta-feira (25), a conselheira Janice Ascari e Samantha Chantal Dobrowolski votaram a favor da designação para a apuração. Já o relator Francisco Sanseverino e Celso de Albuquerque Silva se posicionaram contra a investigação de Gonet.

Janice Ascari, conselheira que votou a favor, argumentou que os elementos atuais não justificam a abertura imediata de um procedimento de investigação criminal contra Gonet. Ela defendeu que os fatos sejam previamente esclarecidos.

Entre os pontos que demandam esclarecimentos, a conselheira citou as tratativas para uma suposta participação de Pedro Gonet, filho do procurador, em um evento em Londres patrocinado pelo Banco Master. Também foi mencionado o conteúdo de uma ligação que teria ocorrido entre o procurador-geral da República e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na visão de Janice, um subprocurador-geral deveria ser designado para examinar a notícia de fato e reunir informações. Se não forem identificados elementos que confirmem vantagem indevida ou atendimento a pedido relacionado às funções de Gonet, o Conselho teria "uma base mais segura para arquivar o procedimento".

Caso surjam indícios, o membro designado teria a prerrogativa de instaurar uma investigação criminal ou adotar outra medida legalmente adequada.

O relator Francisco Sanseverino apresentou um entendimento distinto, votando contra a designação. Ele considerou que os documentos não continham elementos mínimos de crime atribuível ao procurador-geral.

Conforme Sanseverino, o material da Polícia Federal não apresenta registros de mensagens diretas entre Gonet e Vorcaro. As menções ao procurador-geral surgem em conversas entre o ex-banqueiro e o advogado Ciro Soares, que teria atuado como intermediário.

Ele acrescentou que as mensagens não podem ser analisadas "de forma isolada ou descontextualizada" e que os elementos disponíveis não comprovam uma amizade íntima alegada entre Gonet e Vorcaro.

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